1. O que é slow travel?
Slow travel é um estilo de viagem que, assim como os movimentos slow food (comida lenta) ou slow fashion (moda lenta), tenta fazer a gente parar e pensar: faz sentido viver sempre com pressa?
O mundo está cada vez mais rápido e intenso, conectado e digital, agitado e barulhento. Mesmo coisas que deveriam nos trazer paz e prazer – como viajar, se alimentar e escolher um estilo – estão ganhando um ritmo frenético.
O slow travel propõe uma reflexão em torno do ato de viajar, repensando muitas práticas do turismo. A ideia, basicamente, é esquecer o “ver o máximo possível” e pensar em “viver o máximo possível”.

O turismo slow prega:
- Viagens mais lentas e mais aprofundadas em um local;
- Turismo sustentável, para que o planeta não sofra tanto com a nossa vontade de explorá-lo;
- Turismo de experiência, para adotarmos mais atividades que tenham significado e tragam ensinamentos (que não apenas rendam fotos bonitas);
- Viagens sem roteiros rígidos e abertas a imprevistos;
- Poucos deslocamentos e, quando necessário, priorizando transportes que não o avião;
- Contato com a natureza e turismo rural;
- Uma relação menos intensa com a tecnologia.
Uma boa forma de começar a se encantar com o slow travel, por exemplo, é descobrindo os melhores destinos para turismo sustentável no Brasil ou pesquisando o que é fazer um mochilão.
2. Quais os benefícios do estilo slow travel?
Você já tirou férias, foi viajar e voltou mais cansado do que antes? Se a resposta for sim, você já tem um ótimo motivo para pelo menos testar o esse estilo de viagem mais lento. Confira outros benefícios do slow travel:
- Pode ser uma viagem mais sustentável, com menos uso de transportes poluentes, por exemplo;
- Dependendo da slow travel, pode até ser mais barata que uma viagem com o cronograma fechado, visto que demanda menos deslocamentos ou visitas a atrações;
- Pode ajudar você a descobrir novos hobbies e paixões;
- Pode ser relaxante e ajudar a diminuir a tensão e a ansiedade do dia a dia;
- É capaz de gerar reflexão sobre muitas coisas que passam despercebidas durante a rotina normal;
- Traz sua percepção para o aqui e agora. Essa conexão pode abrir sua mente para intuir o seu roteiro e mudar os planos a qualquer momento, deixando que os acontecimentos e os imprevistos guiem seu caminho.

3. Como organizar uma viagem nesse estilo?
O primeiro passo para organizar uma slow trip é o mais difícil: começar a reprogramar o ritmo frenético da mente. A dica é refletir sobre a rotina que você já tem (cheia de programações, horários e compromissos) e perceber se você quer manter esse ritmo durante o seu tempo livre ou se quer tentar algo mais “lento”, uma viagem com o propósito de ser devagar.
Se você for um slow traveler de primeira viagem, é mais fácil optar por um destino que já é normalmente mais calmo, como vilarejos, ilhas ou praias. Com o tempo, porém, você será capaz de viajar devagarinho e sem estresse até por enormes e movimentadas metrópoles.
Depois de escolher o destino, compre passagens sem fatores estressantes como muito tempo de conexão ou muitas escalas (no Skyscanner você pode filtrar por horário ou tempo de conexão), e atente para a distância entre o aeroporto e a cidade.
E, para organizar um roteiro de slow travel, não tem estresse também. Monte um roteiro básico, mas não se sinta aprisionado a ele. Fique aberto a experiências não programadas que “surgirem pelo caminho” e se prepare para transformar imprevistos em oportunidades.

4. Como fazer o slow travel possível?
Agora que você entendeu o que é slow travel, basta saber se esse tipo de viagem faz sentido para você. Fugir do modo “correria do dia a dia” não é fácil. Separamos aqui algumas dicas de como ir, devagarinho, desacelerando as suas viagens:
- Tente escolher uma ou duas atrações principais por dia e sempre reserve um tempo de descanso entre elas;
- Repense a ideia de que ir a todos os pontos turísticos ou tirar selfies em todas as atrações é mais importante do que caminhar pela cidade ou explorar as particularidades simples do local;
- Opte por caminhar ou andar de bicicleta sempre que possível, aproveitando o trajeto tanto quanto o local de destino;
- Tente conversar com pessoas, fazer atividades ao ar livre, ir a eventos de arte ou a programações gratuitas;
- Pesquise atividades para fazer no local, como trabalhos voluntários ou aulas de dança;
- Escolha contribuir com estabelecimentos pequenos e de donos locais, não grandes cadeias;
- Tenha um livro sempre consigo para quando estiver em uma fila, encontrar um banco na sombra ou resolver sentar para ver o pôr do sol em algum cantinho que lhe agradou.

5. Desconecte-se
Aproveite também para praticar JOMO e desconectar-se. Use o celular e o computador o menos possível – não entre em redes sociais, ou pelo menos diminua o uso, pois isso pode fazer uma grande diferença na sua ansiedade.
Avise familiares e amigos que você está bem (“Mãe, to vivo!”), mas não fique horas no Whatsapp – na volta você marca um encontro e atualiza todo mundo.
E para guardar de forma ainda mais genuína suas lembranças, anote suas impressões e pensamentos em um caderninho e registre momentos com uma câmera fotográfica, não com o celular.
Ou seja, o foco do slow travel é realmente desacelerar enquanto se viaja. Tentar ver e fazer o máximo possível pode deixar sua viagem estressante, enquanto viajar devagarinho pode gerar mais conexão com o lugar e com você mesmo.
Leiatambém:
5 linhas aéreas que prezam pela sustentabilidade
Busque agora mesmo suas passagens em promoção e se torne um slow traveler!
Vocêsabe como funcionam as nossas ferramentas de busca? Entre no nosso site ou baixe o nosso appde viagem.
Depois, pesquise pelo Mês mais Barato para descobrir a época mais barata para conhecer um destino perfeito para slow travel, ou use a ferramenta Qualquer Lugar para encontrar destinos que se encaixem no seu calendário e no seu bolso.
Se ainda assim você não encontrar o que procura, crie um alerta de preços e monitore a variação dos preços dos voos da sua cidade para o seu destino dos sonhos!
