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Turismo acessível é o caminho que se abre

Se deficientes físicos já enfrentam diversos desafios em atividades do dia a dia, imagine para viajar! Reunimos diversas informações sobre o turismo adaptado e dicas de lugares seguros e tranquilos, tanto no Brasil como no exterior.

Texto de Carla Micas, viajante com hemiparesia; mesmo com mobilidade reduzida, Carla já conheceu uma dezena de países, como Argentina, Peru, México, Espanha, Turquia, Guatemala.

O turismo adaptado vem, lentamente, à medida que mais e mais viajantes com necessidades especiais se aventuram a sair da segurança de seus lares, se tornando realidade.

Esse público afinal busca o mesmo que todo viajante: experiências e sensações que enriquecerão para sempre a sua memória afetiva.

Você sabia que agora Machu Picchu tem acesso a cadeirantes?

Tradicional destino de viajantes que buscam conhecer a cultura inca tendo como cenário a paisagem montanhosa do Peru, Machu Picchu agora tem acesso a cadeirantes.

É mais um caminho que se abre para um público antes limitado a contemplar somente através de fotos e vídeos as admiráveis construções incas. É a oportunidade de respirar o ar rarefeito dos 2.400 metros de altitude da Cidade Sagrada e sentir na pele e na alma que, sim, é possível estar ali.

Somente ao final de 2018, mais de um século após sua descoberta para o mundo, em 1911, tornou-se viável a um cadeirante percorrer as trilhas do fantástico sítio arqueológico de uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

Isso se soma a uma crescente visibilidade de um nicho de consumidor muito especial: o deficiente físico.

O que é o turismo acessível?

É um conceito que promove a inclusão de pessoas com qualquer tipo de deficiência ou limitação física na atividade turística, seja um cadeirante ou portador de outra limitação motora, sensorial, intelectual, incluindo também pessoas obesas, amputados ou com idade avançada.

Turismo acessível incentiva qualquer pessoa a desfrutar dos benefícios do turismo, tendo acessibilidade aos espaços coletivos.

Turismo de inclusão é diversão para todos

O turismo de inclusão se torna necessário para acompanhar toda essa demanda, que não é pouca: estima-se que há 650 milhões de pessoas no mundo com algum tipo de deficiência. E adaptação continua sendo essencial.

Muitos lugares até contam com acessibilidade, mas carecem de entretenimento adaptado para as diversas limitações, para que realmente ninguém fique de fora da diversão.

Não basta um museu ou um parque terem rampas de acesso; são necessários recursos como galerias táteis, jardins sensoriais e aparelhos adaptados para pessoas com necessidades especiais, por exemplo, de modo que todos possam usufruir das atividades de lazer.  

Onde encontrar turismo acessível?

O turismo acessível geralmente é encontrado nas grandes cidades dos países mais desenvolvidos, onde o tecido urbano propicia ao deficiente físico a acessibilidade a todos os espaços.

A arquitetura, o mobiliário urbano, o sistema de transporte e as alternativas de hospedagem costumam estar adequadas para receber, com segurança e tranquilidade, as pessoas com necessidades especiais.

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Ruas planas e bem cuidadas, calçadas amplas e guias rebaixadas, corredores largos, piso tátil, semáforo sonoro, rampas ao invés de escadas, transporte público adaptado são encontrados em cidades incríveis como Barcelona, Londres, Viena, Berlim, Tóquio.

Hotéis, pousadas, restaurantes, bares e atrações também devem seguir os padrões de acessibilidade, como:

  • Vias de circulação desobstruídas nos espaços internos;
  • Inclinação e largura correta de rampas de acesso;
  • Sanitários e mobiliário adaptados (para que um cadeirante ou pessoa com nanismo possa ter autonomia para usá-los).

Seattle, Melbourne, Estocolmo, Paris, Toronto são outros excepcionais centros urbanos onde podemos encontrar turismo acessível.

Existe turismo acessível no Brasil?

Cada vez mais surgem cidades interessadas em projetos de turismo acessível no Brasil. Mesmo no interior do país, como Brotas e Socorro, no estado de São Paulo, atividades como rafting, arvorismo e tirolesa se tornam acessíveis a pessoas com necessidades especiais.

Em outros locais não é raro de se encontrar cardápios em braile, telefones para surdos e toda uma boa infraestrutura para receber deficientes.

O Jardim Botânico do RJ tem um jardim sensorial. Veja voos para o Rio e descubra!

Há diversos museus em São Paulo para visitar, como a Pinacoteca, o Museu do Futebol, o Masp e o Museu da Língua Portuguesa, todos com audioguia, catálogos em braile, rampas e elevadores.

E até no Parque do Jaraguá há um mirante adaptado. As ruas ainda são um problema, mas o metrô e os trens são, em sua maioria, acessíveis.

No Rio de Janeiro, o Jardim Botânico, que é um dos destinos imperdíveis para se conhecer na Cidade Maravilhosa, conta com um jardim sensorial, e, na Lagoa Rodrigo de Freitas, há um pedalinho motorizado.

Turismo adaptado na praia

Tomar um banho de mar já é possível a cadeirantes em muitas praias brasileiras que dispõem de cadeiras anfíbias e passarela de esteiras da areia até o mar, como em Ilhabela, em São Paulo.

Recife tem o projeto Praia sem Barreiras. Veja logo voos para a capital pernambucana!

Isso não é legal? Você também pode fazer o aluguel de carros na capital paulista e organizar um roteiro completo pelo litoral.

O projeto existe também nas praias de Copacabana, Leblon e Barra, que são consideradas as melhores praias do Rio de Janeiro. E também no Nordeste, como em Maceió, no Recife e Porto de Galinhas.

Turismo de aventura adaptado

E em destinos de ecoturismo, onde não se pode haver muita interferência na natureza:

Veja voos para Brasília, pertinho da Chapada dos Veadeiros!

Bem, para esses lugares o turismo adaptado para cadeira de rodas necessita da ajuda humana em alguns trechos, sendo os cadeirantes levados em liteira, uma cadeira de rodas com suporte para ser carregada por funcionários preparados.

Para quem quer se aventurar ainda mais e praticar esportes radicais com segurança como saltar de paraquedas ou voar de parapente, o salto duplo com instrutor pode ser realizado com pequenas adaptações.

Turismo acessível: destinos adaptados no Brasil

1. Recife, Pernambuco

Conta com todo centro histórico acessível, como o Marco Zero, em que está instalado um mapa tátil urbano, a Praça do Arsenal, o Paço do Frevo, o mercado de artesanato, há muitas atrações e passeios para fazer em Recife.

E a Torre Malakoff, ícone da arquitetura da cidade, onde há exposições artísticas e shows, tem textos informativos em braile e para quem tem baixa acuidade visual, além de uma maquete tátil do prédio histórico e seu entorno.

Já o Praia sem Barreiras, projeto da Prefeitura do Recife, Governo de Pernambuco e Uninassau, oferece banhos adaptados de mar, com o auxílio de cadeiras anfíbias. O programa é gratuito e funciona de sexta a domingo e também nos feriados, das 8h às 13h, no Posto 7 da orla.

2. Fernando de Noronha, Pernambuco

Fernando de Noronha é o mais famoso arquipélago brasileiro, lindo por natureza, com várias praias, passeios, histórias e mergulho adaptado que pode ser realizado com instrutores capacitados.

Confira onde ficar em Fernando de Noronha e aproveite para ver que o fundo do mar lá é tão belo quanto a superfície!

3. Curitiba, Paraná

Na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, aos domingos, qualquer um pode andar de skate adaptado, suspenso em cabos de aço com cadeira de alpinista.

Os ônibus são quase todos adaptados e no Jardim Botânico, um dos cartões postais de Curitiba, há o Jardim das Sensações, percurso sensorial com legendas em braile.

4. Rio de Janeiro

O projeto Praia para Todos funciona de dezembro a abril (meses mais quentes do ano), e oferece banhos assistidos, com dia e hora para acontecer. Há esteiras para facilitar o acesso; o cadeirante chega, deixa a sua cadeira e troca por uma cadeira anfíbia, com pessoas que o auxiliam no banho de mar.

Há também outras atividades como frescobol e vôlei sentado. Acontece aos sábados e domingos, das 9h às 14h, na Barra da Tijuca, no posto 3; em Copacabana, entre os postos 5 e 6, e, no Leblon, no posto 11.

Projeto Adaptsurf, para o surfe adaptado, acontece o ano todo, mas depende das condições do mar. Funciona na praia da Barra, no posto 2, aos sábados, e, no Leblon, posto 11, aos domingos, das 9h às 14h.

Turismo acessível: destinos adaptados ao redor do mundo

1. Machu Picchu, Peru

A cidade perdida dos incas é realmente imperdível e agora está mais acessível: empresas especializadas oferecem cadeiras adaptadas para as trilhas e auxiliam o cadeirante nos trechos mais difíceis, sendo um dos destinos imperdíveis a partir de Cusco.

2. Nova Zelândia

Este belo país ilha da Oceania oferece muitos passeios adaptados. O turista com deficiência pode, por exemplo, percorrer uma trilha entre árvores em uma estrutura suspensa a 20 metros do chão.

Também dá para fazer passeios de lancha rápida com adaptação para cadeira de rodas, num rio entre os desfiladeiros, saltar de bungee jump na cidade de Queenstown, destino imperdível na Nova Zelândia, ou aproveitar a neve praticando esqui ou snowboarding adaptado.

3. Cancún, México

Boas notícias desta famosa cidade costeira do México: portadores de necessidades especiais podem visitar em Cancún os templos maias de Chichén Itzá, onde está a Pirâmide de Kukulkán.

Pirâmide esta que apresenta um efeito acústico interessante – aplausos em determinado ponto lembram o canto de um pássaro da região, o quetzal. No parque de Xcaret, totalmente adaptado, pode-se nadar com golfinhos, uma experiência única.

As dificuldades do caminho do deficiente físico

O perigo muitas vezes se encontra onde menos se espera. Uma das dificuldades enfrentadas é justamente a acessibilidade para deficiente que não está de acordo com o padrão estabelecido pela ABNT, órgão que regulamenta as medidas.

Às vezes há rampas e sanitários adaptados para o cadeirante, por exemplo, mas que não seguem as dimensões necessárias. Ou seja, o cadeirante não tem espaço suficiente para manobrar sua cadeira de rodas em um banheiro, ou a rampa construída para o acesso tem muita inclinação.

Sempre haverá dificuldades, então todo cuidado é necessário.

Dicas para enfrentar as roubadas

  1. Preparação é tudo! Quanto mais informação você obtiver sobre o destino a ser visitado, melhor. Sites oficiais dos lugares para onde se pretende viajar podem ser bem úteis a fim de fornecer informações para portadores de necessidades especiais em relação ao turismo adaptado.
  2. Antecedência é a palavra-chave, desde avisar a companhia aérea sobre suas necessidades até certificar-se sobre o quanto está adaptado o transporte que o conduzirá ao hotel e às demais atrações.
  3. Avise o hotel das suas necessidades específicas, como, por exemplo, se precisará de um funcionário que saiba libras (a língua brasileira de sinais) ou de uma cadeira de banho. Pedir fotos detalhadas do quarto, para verificar a disposição do mobiliário, as vias de acesso e a largura das portas, por exemplo, podem lhe poupar de problemas.
  4. Seja precavido contra imprevistos, leve uma maior quantidade de remédios que costuma usar, no caso de haver atrasos.
  5. Leve aparelhos sobressalentes que você usa, como por exemplo, um andador a mais, o que pode evitar gastos, principalmente no exterior. Para os cadeirantes, levar sua própria rampa portátil de acesso pode ser de grande valia.

Enfim, planejamento nos mínimos detalhes evitam muitos aborrecimentos. Então, prepare-se e boa aventura!

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