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O que fazer na África do Sul: um guia com cidades, passeios, safáris e dicas

Na África do Sul, você encontra grandes centros urbanos, como Joanesburgo e Pretória, em contraste com lugares onde a natureza é pano de fundo, como a Cidade do Cabo e o Parque Kruger. A costa também guarda rotas incríveis, em especial a Garden Route, uma das mais belas estradas do mundo. Há muito o que conhecer na África do Sul! Confira!

Mapa

Mais do que apenas visitado, a África do Sul é um país para ser vivido em toda sua intensidade, cores e ritmos.

Nós brasileiros podemos dizer que ir à África do Sul é conhecer um pouco do nosso próprio país num território do outro lado do Atlântico. Joanesburgo se parece com São Paulo; Soweto lembra as inúmeras favelas das grandes cidades brasileiras; e a Cidade do Cabo tem um ritmo mais relax, como o Rio de Janeiro.

Os países são semelhantes também em relação à realidade social e econômica, ainda convivendo com os resquícios da exploração colonial. Uma grande diferença é que eles falam inglês – e mais outras 11 línguas nativas!

Joanesburgo

Em português, Joanesburgo; em inglês, Johannesburg; ou ainda Joburg, para os mais íntimos, é uma cidade como São Paulo, com muitos prédios, bem urbana.

É comum encontrar condomínios de casas pela cidade, uma alternativa às inseguras ruas de Joanesburgo – nada que justifique você ficar apreensivo, mas como no Brasil, vale ficar atento e não dar bandeira com celular, câmera e carteira.

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Foto: Jade Knorre

Os bairros mais tranquilos para turistas são o Maboneng e o Braamfontein. Ambos bairros têm um estilo hipster, com opções de feirinhas de gastronomia e de roupas aos finais de semana e com vida cultural e noturna mais agitada.

O que fazer em Joanesburgo

1. Museu do Apartheid

O Top 1 das atrações de Joanesburgo, com certeza, é o Museu do Apartheid. A experiência do museu já começa quando você compra o seu bilhete: no papel são impressas, aleatoriamente, as palavras “non-whites” ou “whites”, o que indica por qual das portas do museu você deve começar a visitação – alusão ao regime racista.

Museu do Apartheid
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Foto: Jade Knorre

Entre fotos, filmes, textos, documentos e placas de sinalização, prepare-se para aprender a história do povo sul-africano e se emocionar com a luta contra a segregação vivida dos anos 1948 até 1994 – época em que o racismo era lei.

  • Horário de funcionamento: todos os dias da semana, das 9h às 17h.
  • Ingresso: R 100.
  • Dica: Reserve no mínimo 2h30 para a visitação.

2. Constitution Hill

Mais um museu interessantíssimo sobre o Apartheid é o Constitution Hill, presídio que abrigou presos políticos nesta época. Você pode fazer o passeio sozinho com a ajuda de um aplicativo (R 50), mas o mais indicado é fazer o passeio guiado: o completo sai às 10h e às 13h, dura 2h (R 100 para adultos).

  • Horário de funcionamento: todos os dias da semana, das 9h às 17h.
  • Ingresso: a partir de R 50.
  • Dica: faça o tour completo.

3. Soweto

Reserve pelo menos um turno para conhecer o Soweto, região que se desenvolveu na época do Apartheid, principalmente para abrigar os negros que saíam dos centros urbanos ocupados pelos brancos.

Soweto representa a união de diversos bairros de periferia de Joanesburgo (sigla South Western Townships, ou “Bairros do Sudoeste”), e que mais tarde passaram a ser considerados uma cidade, tendo sua própria administração. Nelson Mandela morou lá por muito anos e, hoje em dia, em sua antiga casa funciona um museu.

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Foto: Jade Knorre

Para ter uma experiência verdadeira e que não compactue com um turismo agressivo à comunidade, procure o passeio do Lebo’s Backpackers, um hostel de Soweto que organiza passeios de bicicleta ou a pé, com almoço incluso. Hóspedes têm desconto nos passeios!

  • Tour de bicicleta: 2h30, a partir de R 550; 4h, a partir de 660; dia inteiro, a partir de R 850.
  • Tour a pé: 3h, a partir de R 395
  • Dica: É um pouco mais caro do que os outros tours, mas vale a experiência.

4. Free Walking Tour no centro de Joanesburgo

Seguindo nessa linha histórica, não deixe de fazer o Free Walking Tour em Joanesburgo. Digamos que o passeio por Soweto somado aos dois museus apresentados acima e a esse Walking Tour pelo centro são essenciais para formar uma concepção do que foi o Apartheid e como se desenrolou a história sul-africana até os dias de hoje.

Free Walking Tour em Joanesburgo
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Foto: Jade Knorre

E talvez a melhor representação da desigualdade sul-africana esteja visível nas ruas do centro de Joanesburgo: famílias inteiras ocupam praças e fazem desse espaço suas casas, vivendo de esmolas ou do mercado informal.

Aliás, não é permitido levar câmera durante o walking tour em função do centro da cidade não ser muito seguro.

5. Nelson Mandela Square

Visite também a praça Nelson Mandela Square, que homenageia o ícone mundial, e guarda uma pujante estátua dele. Ao redor da praça espalham-se cafés e lojas, e ao lado fica um dos maiores shoppings de Johanesburgo.

6. Carlton Centre – Top of Africa

Para ver Joanesburgo de cima, não perca o Carlton Centre, mais conhecido como Top of Africa, um prédio que não apenas é o maior da cidade, mas o maior do continente africano! Para subir, você paga uma taxa e pega um elevador direto para o 50º andar.

  • Horário de funcionamento: segunda a sexta 9h às 18h; sábados das 9h às 17h; domingo das 9h às 14h.
  • Ingresso: R 30.
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Foto: Jade Knorre

Outras dicas

The Living Room

Para curtir o final de tarde vendo o “Top of Africa” no horizonte, conheça o lounge The Living Room, no bairro Maboneng. O pôr do sol é lindo e vale ficar para ver a cidade de noite – não é muito alto, mas vale a foto!

Feiras de gastronomia e artesanato

Para quem curte eventos de gastronomia, artes e artesanato, a pedida são as feiras do final de semana: no sábado, delicie-se no Food Market no Braamfontein, e no domingo, aproveite a feira Market on Main, no Maboneng.

Onde ficar em Joanesburgo?

Prefira se hospedar nos bairros mais turísticos como o Maboneng e o Braamfontein. Como já explicamos acima, além de serem mais seguros, esses bairros têm atividades culturais interessantes e boa oferta de bares e restaurantes.

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Foto: Jade Knorre

  • Curiocity Backpackers: A indicação de hostel é o Curiocity Backpackers, no bairro Maboneng. O hostel é muito bom, com espaço de convivência aconchegante, e os quartos são limpos e têm camas confortáveis. O café não está incluído, mas não faltam opções ali no bairro.
  • Once in Joburg, hostel no bairro Braamfontein.
  • Lebo’s Hostel, hostel em Soweto, o mesmo que faz os tours de bicicleta.

Cidade do Cabo

Pense numa cidade à beira do mar, cosmopolita, com portos, indústrias, comércios e moradias, que se desenvolveu a partir da praia e parece que só parou de crescer em direção ao continente porque uma montanha enorme e com o topo reto como uma mesa estava no seu caminho. Dá para imaginar? Essa é a Cidade do Cabo.

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A impressão que dá é que colocaram alguma montanha das Chapadas brasileiras na beira de uma praia e criaram uma cidade entre o mar e a Serra.

Por causa dessa peculiaridade, a Cidade do Cabo tem muitas atrações diferenciadas, desde roteiro por vinícolas a mergulhos com tubarões, passando por trilhas em montanhas e apreciação de pores do sol incríveis na beira do mar.

O que fazer na Cidade do Cabo

A Cidade do Cabo é uma cidade para todos os gostos de viajantes e todos os estilos de turismo:

  • Se você aprecia gastronomia e enoturismo, aproveite os restaurantes do V&A Waterfront e faça o passeio pelas vinícolas próximas à Cidade do Cabo;
  • Se você curte aventura, faça as inúmeras trilhas ao redor da cidade ou busque outros esportes radicais;
  • Se você gosta de contemplar a natureza, visite as praias, o jardim botânico e aprecie o sol se pondo em diferentes lugares da cidade.

Atrações na Cidade do Cabo

1. Table Mountain

Símbolo da Cidade do Cabo, a Table Mountain – ou Montanha Mesa, chamada assim por ter seu topo reto como se fosse uma mesa gigante – pode ser vista de qualquer ponto da cidade.

Se olhar para ela do chão já é incrível, mais impressionante ainda é subir até o seu topo e apreciar a beleza da Cidade do Cabo de cima.

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Você pode subir de bondinho ou a pé, por meio de inúmeras trilhas de níveis diferentes de dificuldade, com duração entre 2h e 4h. É comum os visitantes subirem para ver o pôr do sol e apreciar o final do dia tomando um bom vinho da região e curtindo um piquenique.

  • Horário de funcionamento: todos os dias da semana, das 9h às 17h.
  • Ingresso: a partir de R 290 (ida e volta). O valor depende do horário de subida. Também pode ser cobrado por trecho, caso você queira subir fazendo a trilha e descer de bondinho, por exemplo.
  • Dica: Compre o bilhete do bondinho pelo site e evite filas. Se você for subir pela trilha, peça dicas para alguém de seu hotel ou hostel.

2. Lions Head

Outra montanha interessante é a Lions Head, um pouco mais baixa que a Table, mas com vista igualmente espetacular. Para chegar ao topo da Lions Head, é necessário fazer uma trilha de aproximadamente 1h30 de subida e 1h de descida.

Aqui também vale curtir o pôr do sol com um vinho. Lembre-se de levar lanterna para voltar à noite!

Vista da Lions Head
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Foto: Jade Knorre

3. Signal Hill

Para quem quer curtir um pôr do sol sem se esforçar com trilhas, considere conhecer o Signal Hill, um mirante onde é possível chegar de carro, localizado no mesmo morro que a Lions Head.

4. Robben Island

A partir de todos esses mirantes que destacamos acima, você consegue avistar a Robben Island, ou Ilha Robben, ilha-presídio onde Nelson Mandela ficou preso por 18 anos.

O local está aberto para visitação, incluindo a cela onde Mandela ficou encarcerado. Como o passeio demanda deslocamento de barco, reserve metade de um dia ou mais para fazê-lo!

  • Horário de funcionamento: os barcos partem do acesso Nelson Mandela no V&A Waterfront, às 9h, às 11h e às 13h
  • Duração: 3h30
  • Ingresso: a partir de R 550
  • Dica: reserve com antecedência, pois esse passeio é muito concorrido!

5. Free Walking Tours na Cidade do Cabo

Pesquise por Walking Tours na Cidade do Cabo! O passeio pelo Bo-Kaap – bairro malaio, muito colorido – é interessante, da mesma forma que o tour pelo V&A Waterfront.

Bairro Bo-kaap
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Foto: Jade Knorre

6. V&A Waterfront

Falando em Waterfront, não deixe de conhecer o porto revitalizado da Cidade do Cabo – você se sente em um país europeu! Aproveite as delícias do Food Market, uma espécie de mercado gastronômico gourmet, além dos restaurantes próximos à Marina e ao shopping.

7. Greenmarket Square

Para apreciar (ou comprar) o artesanato local, vá à Greenmarket Square, no centro da Cidade do Cabo. A feira funciona das 9h às 17h e você pode barganhar até conseguir um bom preço.

8. Jardim Botânico Kirstenborsch

Vale conhecer também o Jardim Botânico Kirstenborsch, muito organizado e bem cuidado, repleto de espécies de plantas nativas da África do Sul. No verão, é possível assistir concertos a céu aberto.

  • Horário de funcionamento: todos os dias das 8h às 19h durante o verão (set-mar), e das 8h às 18h durante o inverno (abr-ago);
  • Ingresso: adulto R 70;
  • Dica: se estiver na Cidade do Cabo no verão, confira a programação de shows no jardim, é imperdível.

9. Praias da Cidade do Cabo

Falando em praia, é obrigatório conhecer algumas praias próximas à Cidade do Cabo, pois a água do mar por aqui é de um azul-turquesa indescritível!

  • Praias de Clifton, as melhores para quem quiser (arriscar) tomar um banho (congelante) de mar na Cidade do Cabo, pois estão protegidas pelo vento;
  • Camps Bay e sua orla repleta de lounges e bares sofisticados, mas com uma extensa faixa de areia bem democrática, basta você estender a sua canga e apreciar o mar (atenção que aqui venta muito!);
  • Muizemberg, uma praia de surfistas com mar mais agitado, cuja beira de praia guarda casinhas de diversas cores que parecem vindas dos países escandinavos.

Passeios a partir da Cidade do Cabo

1. Cabo da Boa Esperança

E para relembrar os tempos da escola, conheça o Cabo da Boa Esperança! Antes chamado de Cabo das Tormentas, dizem os guias que esse local é o ponto mais ao sul do continente africano (mas na verdade é o Cabo das Agulhas).

Cabo da Boa Esperança
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Foto: Jade Knorre

Você pode alugar um carro na Cidade do Cabo e fazer esse trajeto motorizado, ou você pode contratar uma agência. O passeio com agência é de dia inteiro e custa a partir de R 850. Geralmente inclui:

  • a ida até o Cabo da Boa Esperança;
  • passa por uma ilha com lobos marinhos;
  • pela estrada Chapman’s Peak Drive (uma das mais belas estradas do mundo);
  • por um trecho de praia que você pode fazer de bicicleta;
  • e finalmente para na Boulder’s Beach, uma praia cheia de pinguins.

2. Vinícolas próximas à Cidade do Cabo

Se afastando um pouco da cidade, você pode visitar as famosas vinícolas próximas à Cidade do Cabo e apreciar os vinhos Pinotage, uva mais tradicional no país. 

Conheça as vinícolas, é só encontrar um voo barato para a Cidade do cabo!

Os produtores da região elaboram programações diferenciadas. Os passeios geralmente têm duração de um dia e incluem degustação de vinhos e aperitivos – ah e se for de carro, não beba!

Veja as principais regiões vinícolas da Cidade do Cabo:

  • Stellenbosch: a 45 minutos da Cidade do Cabo, fica Stellenbosch, região que concentra as principais vinícolas da África do Sul e, por isso mesmo, é conhecida como o coração do vinho do país.
  • Franschoek: já a cidade de Franschoek, a uma hora de viagem da Cidade do Cabo, ganha destaque como um destino bastante charmoso e acolhedor, graças aos diversos restaurantes de alta gastronomia emoldurados pelo verde das montanhas.
  • Vinícolas Constantia e Durbanville: estão a menos de 30 minutos da Cidade do Cabo, e acabam sendo uma ótima alternativa para viajantes que têm pouco tempo na cidade.

Onde ficar na Cidade do Cabo

Se você não estiver de carro, o ideal é se hospedar perto da rua Long Street, onde há mais bares, mercadinhos e comércio em geral.

  • Hostel 91Loop: se parece muito com um hotel nos quesitos conforto e limpeza;
  • Hostel The Backpack: com um incrível café da manhã;
  • Mojo: se você estiver de carro, a indicação é o Mojo, um dos hostels mais bem avaliados da Cidade do Cabo.

Safári no Kruger National Park (Parque Nacional Kruger)

Chegou a hora de ver de perto bichos que estão no nosso imaginário desde que assistimos o filme do Rei Leão! Para ver bem os animais e curtir um bom safári, prefira viajar na época seca, entre junho e agosto.

Safári no Kruger Park
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Foto: Jade Knorre

Vamos considerar nesse post apenas os safáris no Parque Kruger – os game-drives particulares e em outras reservas vão ficar para a próxima. Mesmo selecionando apenas os safáris no Kruger, o leque de opções é grande. Você pode:

  • Contratar uma agência e comprar pacotes prontos;
  • Reservar apenas uma cabana ou barraca para dormir e comprar os passeios avulsos direto com o parque;
  • Fazer seu safári de forma independente, com carro alugado, passeando na área do Kruger (sempre dentro das regras do Parque, é claro).

Safári com agência

Contratar uma agência pode ser interessante, pois lhe poupa muito trabalho. Pesquise bastante e troque e-mails com as agências para ter certeza de tudo o que está incluído no pacote.

Quatro dias no Kruger, com acomodação para três noites, duas refeições por dia e dois game-drives (passeios de 4×4) por dia, com opção de fazer a Panoramic Route (leia mais abaixo) custa a partir de R 7000.

Uma dica é fazer uma primeira busca em sites como o Safari Bookings e o African Budget Safaris e depois reservar direto com a agência, para evitar sobretaxas.

Safári independente

Em relação aos preços, o mais em conta é fazer o safári com o seu próprio carro, pagando apenas a entrada no parque.

Para uma experiência mais completa, considere dormir pelo menos uma noite em algum camp, especialmente nas tends (barracas) – a probabilidade de você acordar ouvindo barulhos de elefantes ou ver hienas do outro lado da cerca é bem grande.

Safári no Kruger Park
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Foto: Jade Knorre

Entenda o safári no Kruger Park

O Kruger é enorme e conta com inúmeros “camps”, bases protegidas que reservam uma estrutura para os visitantes e que contam com basicamente acomodações, banheiros e vestiários, um ou mais restaurantes e uma lojinha de suvenires.

Não há grande diferença entre os camps, talvez você encontre alguns mais novos, com mais de uma opção de restaurante, mas o serviço é bem padronizado e você estará bem em qualquer um deles, pode acreditar.

Prefira fazer os passeios de manhã cedo e no final da tarde, horários em que os animais estão mais ativos, principalmente porque o sol não é tão forte.

Você vai ouvir falar muito nos Big 5:

  • leão;
  • elefante;
  • leopardo;
  • búfalo;
  • e rinoceronte

Esse nome foi dado na época em que ainda era permitida a caça de animais na África do Sul, e, ao contrário do que muitos pensam, os Big 5 eram os animais mais difíceis de serem caçados.

Mas não se preocupe se não puder vê-los: hipopótamos, girafas e zebras são tão incríveis quanto! E não há regras para ver os animais, você pode encontrar todos no primeiro game-drive, como pode não ver nada, e precisar quatro dias para ver alguma coisa.

Outros Parques Nacionais e Reservas

texto por Priscila Yamany

Na África do Sul, a região de Joanesburgo ganha destaque por concentrar diversos parques que fazem fronteira entre si, permitindo a livre circulação dos animais.

A Reserva Natural Privada Sabi Sands é a mais antiga do país e pioneira em safári sustentável. A principal atração do local é o contato muito próximo com os “Big Five”. Por ficar entre os rios Sabi e Sands (por isso o nome), o parque abriga uma das maiores diversidade de vida selvagem do país.

Unindo as particularidades dos dois locais anteriores, a Reserva Natural Timbavati surge como uma opção luxuosa para acompanhar de perto a vida selvagem de animais como leões, chitas, elefantes e búfalos em um ambiente completamente natural.

Rotas possíveis pela África do Sul

1. Garden Route (Rota Jardim)

Um dos roteiros mais buscados é a Garden Route ou Rota Jardim, uma estrada entre a Cidade do Cabo e Porto Elizabete, que passa por diversas praias e paisagens belíssimas.

Alguns viajantes escolhem botar o pé na estrada desde o Leste do país, pela cidade litorânea de Durban, e seguir até a Cidade do Cabo; outros fazem apenas a Garden Route, até mesmo por questão de tempo.

O ideal é reservar pelo menos uns 5 dias para fazer a Garden Route (e ainda assim vai ser corrido) e, se você for corajoso, vá se acostumando com a ideia de que o maior Bungee Jump em ponte está no meio da rota – e o salto vale muito a pena!

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Foto: Jade Knorre

2. Panoramic Route (Rota Panorâmica)

Já a Panoramic Route ou Rota Panorâmica fica próxima ao Kruger Park, e você pode percorrê-la de carro, de forma independente, ou agendar um passeio com a sua empresa de tours pelo Kruger, caso você tenha contratado uma.

Basta seguir as indicações da estrada e ir parando nos mirantes e cachoeiras pelo caminho. As paisagens são lindas, e o passeio é imperdível.

Melhor época para viajar para a África do Sul

A África do Sul tem um clima muito parecido com o da Região Sul do Brasil, pois está localizada praticamente na mesma latitude. E por estarem também no mesmo hemisfério, o Brasil e a África do Sul compartilham das mesmas as estações do ano.

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Foto: Jade Knorre

Espere encontrar por lá clima agradável todo o ano, mas atenção: algumas épocas são melhores para curtir as praias, outras são melhores para fazer safáris. Portanto, defina suas prioridades de viagem e escolha a melhor temporada para você.

Podemos adiantar que talvez setembro e outubro sejam bons meses para viajar para a África do Sul, assim você pode dar a sorte de encontrar um meio termo climático.

Na metade Norte do país, onde fica o Parque Nacional Kruger, Joanesburgo e as montanhas de Drankensberg, os verões são chuvosos e invernos têm temperaturas agradáveis e tempo seco.

Então, para aproveitar ao máximo os safáris, prefira viajar entre o final de maio e início de novembro, pois a Savana fica seca e sem vegetação, o que facilita na observação dos animais.

Já no Litoral Sul e na Região Oeste, onde ficam a Cidade do Cabo e a Garden Route, o verão tem temperaturas mais altas e ambiente seco, e o inverno, maior nível de precipitações.

Nesse caso, para quem quer aproveitar as praias e a Cidade do Cabo e fazer as trilhas para a Lions Head e Table Mountain, o ideal é viajar entre o final de novembro e início de abril, para evitar que a chuva estrague o passeio.

Outra dica: a água das praias sul-africanas é congelante em qualquer época do ano, independentemente da estação. Não pense que será fácil dar um mergulho por lá!

Passagens aéreas para a África do Sul

Em 2017, especialmente, a África do Sul foi tomada por inúmeros viajantes brasileiros devido às promoções de passagens aéreas, principalmente da TAAG, companhia aérea angolana, e da LATAM em parceria com a South African.

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Foto: Jade Knorre

O Skyscanner está atento a todas as promoções de voos e encontra frequentemente passagens aéreas para a Cidade do Cabo a partir de R$ 1.426 com taxas! Como a procura por esse destino aumentou, pode ser que em breve apareçam mais promoções.

Para viajar dentro da África do Sul, basta escolher no site Skyscanner a cidade de origem e o destino, fazer a busca e escolher a tarifa mais barata! As companhias locais – Safair, Mango e Kulula – são muito parecidas e costumam oferecer um serviço de bordo básico a preços razoáveis.

Preste atenção ao número de bagagens! Prefira levar apenas uma mochila ou mala de mão, pois essas companhias cobram aproximadamente 20 dólares por bagagem despachada.

Meios de Transporte na África do Sul

Os transportes funcionam relativamente bem nas grandes cidades, principalmente em Joanesburgo, onde há o Gautrain, que faz conexão entre o aeroporto, o centro da cidade e Pretória.

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Aplicativos de transporte

Ultimamente, os turistas têm usado aplicativos de celulares para chamar motoristas, pois o preço é mais barato que um táxi normal e, quando dividido entre mais pessoas, vale mais a pena do que pagar passagem de transporte público.

Alugar um carro na África do Sul

O transporte que dá mais flexibilidade de roteiro ao viajante e talvez o mais econômico, é o carro. Os valores para aluguel de carros na África do Sul são muito mais baratos que no Brasil, e, além disso, as estradas estão em boas condições e são bem sinalizadas.

O que pode ser tornar um empecilho é o trânsito com mão inglesa, ou seja, direção no lado direito do carro e ruas com sentidos invertidos. Até você se acostumar a entrar no carro para dirigir, você vai parar algumas vezes no lado do carona… Ou procurar o câmbio na porta do carro!

Qual moeda levar para a África do Sul?

A moeda usada na África do Sul é o Rand, cuja sigla é ZAR. Um rand corresponde a aproximadamente R$ 3,71 e a US$ 13,80.

Antes de decidir como levar dinheiro para a viagem, entre em contato com o seu banco para descobrir quais taxas são cobradas no cartão de crédito e débito para compras no exterior.

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Caso as taxas sejam baixas, você pode levar apenas o cartão e deixar para sacar dinheiro (em rands) em terminais autorizados na África do Sul. Se, ao contrário, as taxas para saque e conversão forem muito altas, compre no Brasil o bom e velho dólar, uma das moedas mais seguras para se levar em viagens.

O dólar americano não é aceito lá, mas você pode trocar uma certa quantia em rands no próprio aeroporto para gastos iniciais.

Não é recomendado trocar real por rand no Brasil, pois essas moedas de menor circulação geralmente são vendidas a preços muito altos.

Como usar o celular no exterior e ter acesso à internet na África do Sul

Quase todos os estabelecimentos comerciais têm wi-fi liberado, mas vale a pena garantir o sinal com um chip no celular (chamado de SIM Card pelos sul-africanos).

Você pode comprar na Vodacom, Cell C, Telkon, entre outras marcas. Um SIM Card da Vodacom com 1 GB de acesso à internet custa cerca de 200 rands (R$ 50), e, se além do 1GB de internet, você quiser ter acesso à linha telefônica, o preço sobe para aproximadamente 649 rands (R$ 160).

Gastronomia na África do Sul

As comidas são deliciosas e bem temperadas, mas também muito apimentadas! Se você não estiver acostumado, é melhor deixar claro na hora do pedido que não quer pimenta.

Em feirinhas de rua e até em supermercados é comum encontrar embalagens de Biltong – carne de caça seca, geralmente de antílope – ou outros tipos de carne bem diferentes.

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Conheça os pratos típicos ao redor do mundo e surpreenda-se!

Foto: Jade Knorre

Apesar da carne estar sempre nos mais tradicionais pratos na culinária africana, chama a atenção a quantidade de opções vegetarianas e até veganas nos restaurantes.

Ah e não se preocupe em gastar com comida: geralmente os pratos são baratos e bem servidos e caem bem quando acompanhados por alguns dos melhores vinhos do mundo, produzidos na serra sul-africana.

Prove os pratos mais tradicionais da culinária sul-africana:

  • Bobotie: um cozido de carne moída com uva passa, ovo, molho de especiarias e outras coisas mais, prato preferido de Nelson Mandela;
  • Pap: uma polenta feita de milho branco, sem sal, que é servida com um molho vermelho;
  • Chakalaka: tipo de sopa com legumes e feijões, bem temperado e apimentado.

Compras na África do Sul

Por todos os lados você vai ver artesanatos e mais artesanatos africanos, alguns até com cara de made in China. Para algo diferenciado, procure feiras como:

  • GreenMarket Square ou a Watershed no V&A Waterfront, na Cidade do Cabo;
  • feirinhas de final de semana dos Bairros Maboneng e Braamfontein, em Joanesburgo;
  • Rosebank Market, em Johanesburgo. Mesmo mais turística, funciona aos domingos e é imperdível.

Ainda que você não faça os passeios até as vinícolas da Cidade do Cabo, aproveite para comprar os vinhos sul-africanos nos freeshops do aeroporto quando você estiver voltando para o Brasil. Ah, aproveite e traga Amarulas também!

Não esqueça que a uva Pinotage é o diferencial da região!

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Foto: Jade Knorre

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