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72h em Curitiba: o que fazer na capital paranaense

Curitiba pode ainda não ser um destino turístico consagrado, mas tem tudo para se tornar! Com um centro histórico muito bem conservado, um museu consagrado, diversas influências de grupos imigrantes, dezenas de parques singulares e uma vida noturna agitada, a capital paranaense oferece 72h de puro turismo!

Dia 1 – MON, Bosque do Papa, Museu do Holocausto e vida noturna

Para começar a visita com uma atração grandiosa, desbrave o Museu Oscar Niemeyer (MON) que merece, no mínimo, duas horas de visita. O complexo, formado pelo prédio das galerias e pelo anexo em formato de olho, é uma das obras mais icônicas de Niemeyer e merece um olhar meticuloso – com destaque para o corredor futurista que leva ao olho, para as diversas rampas internas e para os recortes ao ar livre nas galerias, como o que possui uma enorme escultura do pernambucano Francisco Brennand. O complexo conta com um interessante acervo permanente, uma galeria sobre Niemeyer e exposições temporárias de altíssimo nível.

Perto do MON há diversos restaurantes com preços justos para o almoço, como o Barolho, de pratos brasileiros, e o Sorella, buffet vegetariano. Perfeito para relaxar pós refeição, o Bosque do Papa, atrás do MON, apresenta mata fechada e, na ponta norte, casinhas em estilo polonês que homenageiam a imigração deste povo na cidade.

A alguns passos do bosque, está outro marco polaco de Curitiba: a confeitaria Kawiarnia Krakowiak. Dizer o nome pode ser difícil, mas é ainda mais complicado escolher entre os diversos doces apetitosos do balcão, então damos uma dica: o kremòwka, uma mil folhas recheada com espessa camada de creme leve e saboroso.

A cerca de 1km da confeitaria está o Museu do Holocausto, um passeio triste, mas necessário. O único no Brasil sobre o drástico episódio, recebeu contribuições de importantes museus internacionais da temática e conta, de forma organizada, moderna e, é claro, tocante, a história do tenebroso genocídio. A visita ao museu, que abre de domingo a quarta e nas sextas, deve ser previamente agendada pelo site.

Quem deseja conhecer a vida noturna curitibana encontra duas principais regiões: o centro (principalmente as ruas Trajano e São Sebastião) e o Batel (todo o bairro, mas principalmente a esquina das ruas Presidente Taunay e Vicente Machado). Os burgers são presença na maioria dos bares curitibanos, então destacamos, na primeira região, o do Mr. Hoppy e, na segunda, o do Whatafuck.

Entre as duas áreas, fica o destino ideal para uma noite inusitada: o BarBaran, um bar ucraniano que oferta muita cerveja e quitutes típicos como o varenek (uma espécie de pastel recheado de batata) e o holoptchi (charutos de repolho).

Dia 2 – Ópera de Arame, Parque Tanguá, Parque Tingui e Torre Panorâmica

A região norte da cidade é o destino para um roteiro de muita natureza. A Ópera de Arame, montada em apenas 75 dias e aberta em 1992, foi construída com tubos de aço que formam, para onde quer que se olhe, interessantes ângulos e formas geométricas.

A arquitetura arrojada conversa muito bem com os entornos, seja com a mata nativa, que invade algumas das áreas abertas e tomou de limo muitos dos tubos, seja com o lago artificial, que reflete a estrutura, criando novas formas geométricas. O interior é aberto apenas para os espetáculos – programação aqui.

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Da Ópera caminha-se por cerca de 20 minutos até o Parque Tanguá. A competição entre as dezenas de parques de Curitiba é acirrada, mas é difícil não eleger o Tanguá como o mais inusitado, visto que foi construído no local de uma pedreira desativada, possuindo dois níveis: um superior, com jardins, fontes e um mirante, e um inferior, com lago e cachoeiras artificiais, restaurante e extensos gramados.

Do mirante, é difícil acreditar que o parque fica a apenas alguns quilômetros do centro, visto que a mata do entorno é densa e apresenta altíssimas araucárias. Para almoçar, quem não quiser optar pelos pratos de preços um pouco salgados do restaurante do parque pode se direcionar a estabelecimentos próximos, como a Hamburgueria Rústica e a Nostra Casa Pizzaria.

A quase 3km está mais um parque importante, o Parque Tingui. Já que esse parque é bastante extenso e cortado por diversas lagoas e rios, o turista que tiver pouco tempo pode se dirigir diretamente à ponta sul do parque, onde está o Memorial Ucraniano: de 1995, se assemelha ao já comentado Bosque do Papa por celebrar os imigrantes com construções típicas de seu país de origem. O grande destaque é a réplica, em madeira, da Igreja de São Miguel da Serra do Tigre, localizada no interior do Paraná e a primeira edificação em estilo ucraniano do país.

Antes de voltar ao centro, quem ainda tiver fôlego para mais um ponto turístico pode fazer um pequeno desvio no caminho e parar na Torre Panorâmica. O deque de observação 360° foi construído em uma antena telefônica e, por ficar aberto até 18h30, pode (dependendo da época do ano) oferecer ampla vista para o pôr do sol.

Dia 3 – Jardim Botânico, Largo da Ordem, Praça Garibaldi e o Museu Paranaense

O último dia foi organizado para que ninguém saia de Curitiba sem estar impressionado! O maior cartão postal da cidade, o Jardim Botânico foi inaugurado em 1991 e organizado em torno da estufa de estilo Art Nouveau, para onde as fontes e os jardins floridos apontam.

Além da estufa, que possui centenas de espécies vegetais, é possível visitar o Jardim das Sensações e o Museu Botânico Gerdt Hatschbach, que contém exposições temáticas, como de orquídeas ornamentais. É interessante visitar o Jardim Botânico pela manhã (abre às 9h30), afinal, é um local bastante disputado e o calor de uma estufa lotada de gente não é lá muito agradável.

Outra atração icônica é o Largo da Ordem, no centro histórico. No largo está, entre construções em estilo colonial e em exemplar estado de conservação, a Igreja da Ordem, a mais antiga de Curitiba e, hoje, também casa do pequeno e gratuito Museu de Arte Sacra.

O largo é o point principal da Feira do Largo da Ordem, que se expande por diversas ruas do centro e é imperdível para quem estiver na cidade em um domingo, dia em que ocorre. Para o almoço, o centro está cheio de opções, como food trucks e os restaurantes Quintal do Monge e Nona Giovana.

Pegando a Rua Dr. Claudino dos Santos, chega-se à Praça Garibaldi que tem em seu centro a Fonte da Memória, que é, no mínimo, excêntrica. Constituída de uma cabeça de cavalo que atravessa uma pedra e jorra água pela boca, a fonte é motivo de divergências entre os curitibanos, que a apelidaram de “cavalo babão”.

Dois símbolos da praça que não divergem do gosto popular são a Igreja do Rosário, barroca e com azulejos em estilo lusitano, e o Relógio da Flores, que tem sua beleza complementada em função do opulente Palácio Garibaldi ao fundo, uma construção do início do século 20 que, infelizmente, está fechada para visitação.

_Foto: Andressa Novo Lima_

Subindo pela rua Praça João Cândido, está o Museu Paranaense. Localizado no belo Palácio São Francisco, tem entrada gratuita e uma coleção permanente de diversos objetos que contam um pouco da história do estado. Um pouco mais adiante está a encantadora Mesquita Imam Ali, local importante para a expressiva comunidade islâmica da cidade. Aos domingos, é aberta para visitação e guias podem responder perguntas de quem deseja entender o islamismo para além dos preconceitos.

Para manter o clima oriental, uma boa pedida é jantar no delicioso Oriente Árabe, na Praça Garibaldi, e se despedir de Curitiba saboreando o que essa capital brasileira oferece de melhor: a intensa diversidade cultural.

Texto por Iami Gerbase, da Editora O Viajante

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