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Lugares para visitar antes que seja tarde!

Descubra quais viagens não podem mais esperar!

O mundo passa por constantes mudanças políticas, sociais e ecológicas. Em meio a tantas transformações, aquela viagem dos sonhos pode sofrer alterações ou até não ser mais possível.

Pensando nisso, organizamos esta lista de lugares para visitar antes que acabem, mudem ou fechem para visitação. Confira!

1. Templos de Bagan, Mianmar

Os Templos de Bagan, em Mianmar (antiga Birmânia), são conhecidos mundialmente pelos centenários pagodas budistas construídos entre os séculos 10 e 14. Passeios de balão que sobrevoam a área são comuns para apreciar ao máximo essa composição que une religião, história e natureza.

Infelizmente, em agosto de 2016, mais de 60 templos da região foram danificados por um terremoto de magnitude 6,8, que deixou três mortos no país e chegou a ser sentido na Tailândia.

Devido à idade dos pagodas e a localização geográfica do país (próximo as extremidades da placa tectônica indiana), os Templos de Bagan estão em vulnerabilidade e correm o risco de desmoronar ao longo dos anos.

2. Ilhas Maldivas

O conjunto de ilhas é referência para um estilo de hotel que se multiplicou nos últimos anos: bangalôs sobre águas cristalinas. Mas o motivo de sua beleza e destaque turístico talvez também seja o seu fim. Entre as mais de mil ilhas, 80% delas estão apenas a 1m cima do nível do mar.

Devido ao aquecimento global e ao decorrente aumento do nível do mar, estima-se que as Maldivas possam desaparecer nos próximos 100 anos. Na mesma situação está Tuvalu, um estado da Polinésia formado por mais de 30 pequenas ilhas.

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3. Ha Long Bay, Vietnã

A baía de Ha Long é uma visão difícil de aceitar como verdadeira: são mais de 1.600 ilhas cobertas de vegetação e, a maioria, sem formações de praia — um dos melhores motivos para visitar o Vietnã, diga-se de passagem.

Há muitos anos já se percebe mudanças ecológicas na região devido às vilas de pescadores sobre as águas, à pesca em grandes proporções e, é claro, ao turismo.

Para barrar a deterioração desse patrimônio mundial da UNESCO, algumas medidas vêm sendo tomadas pelo governo vietnamita. Apesar de diminuir a quantidade de turistas e barcos admitidos por dia, moradores locais reclamam que pouco foi feito em relação ao transporte de carvão pela baía, um dos maiores poluidores das águas.

Enquanto isso, o governo estuda realocar esses moradores que, além de viverem no local há muitas gerações, fazem parte do patrimônio cultural de Ha Long Bay.

4. Veneza, Itália

Uma das cidades mais românticas e turísticas do mundo corre risco de desaparecer. Construída ainda no século 10, Veneza vem afundando lentamente nas últimas décadas devido ao processo natural de deslizamento dos sedimentos da lagoa sobre a qual foi posicionada.

Essa situação, que não é grande novidade, tem sido agravada nos últimos anos em decorrência do aumento do nível do mar. Estima-se que, até o final do século 21, grande parte das ilhas que formam a cidade estará debaixo da água.

Viajar para Veneza é o sonho de muitos viajantes, mas o turismo também tem sido agressivo à cidade. Veneza está estudando medidas de fiscalização em relação ao número de visitantes limitação do número de hospedagens e aumento no valor da diária no centro da cidade, assim como as cidades de Barcelona e Amsterdam.

5. Machu Picchu, Peru

A cidade perdida dos Incas é uma das importantes relíquias desse enorme império pré-colombiano. O conjunto de construções, datados da segunda metade do século 14, apresenta praças, santuários, fontes, torres, tumbas, residências… Tudo em meio às montanhas verdes da cordilheira peruana.

Uma das 7 maravilhas do mundo moderno, o sítio arqueológico corre risco de desabar devido à localização geográfica (a 2.400 metros de altitude), à idade das construções e às décadas de turismo desregrado.

Por isso, estipulou-se um limite de 2.500 visitantes por dia e todos cuidados devem ser tomados para não degradar ainda mais esse patrimônio mundial. Saiba quanto custa ir para Machu Picchu e programe suas férias pelos belos patrimônios históricos incas, inclusive Cusco e Vale Sagrado.

6. Floresta Amazônica

Localizada em 9 países da América do Sul, já faz tempo que a maior floresta tropical do mundo corre sérios perigos. Devido à economia substancialmente agrícola do Brasil, onde está sua maior extensão, milhares de quilômetros de mata têm sido desmatados para dar lugar a plantações e criação de gado – estima-se que 22.392 km² de floresta sejam perdidos por ano.

Devido a sua riquíssima fauna e flora, a floresta é um dos 9 Lugares para visitar antes que sua diversidade acabe. Outro quesito importante ligado à preservação da Amazônia, é frear o genocídio do povo indígena, que, se os colonizadores iniciaram em 1500, os estancieiros da atualidade parecem querer concluir.

Entre os 180 povos que ainda vivem na região, a maioria não passa dos 1.000 representantes e um deles, a tribo Akuntsu, é formada por apenas quatro.

Não deixe de ler um pouco mais sobre a região amazônica, descubra duas belas cidades no Pará: Santarém e Alter do Chão.

7. Grande Barreira de Corais, Austrália

Muitos cientistas consideram a Grande Barreira de Corais o maior organismo vivo do planeta – são mais de 2.300 km de comprimento, visíveis até do espaço. As águas azuis cristalinas são moradia de milhares de espécies marinhas que se dividem entre os mais de 2.900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral.

Já faz anos que o governo australiano vem notando e tentando frear a deterioração do local e até mesmo turistas podem perceber a diferença: as cores intensas dos corais estão se apagando.

Essas mudanças são decorrentes da elevação na temperatura e da poluição dos oceanos; alguns estudos apontam que a barreira pode deixar de existir nos próximos 100 anos.

8. Muralha da China

Uma das mais impressionantes construções da história da humanidade, a Muralha da China começou a ser erguida em 200 a.c. durante a China Imperial. Além da erosão natural causada pelo vento, os quase 9 mil quilômetros de extensão tornam o monitoramento extremamente difícil, fazendo de seu maior atributo, uma dificuldade.

Sem a possibilidade de fiscalização intensa, o vandalismo e a venda ilegal de tijolos vêm ameaçando a estrutura da muralha. Pode parecer pouca coisa, mas é importante lembrar que mais de 10 milhões de pessoas visitam a muralha todo ano, então se cada um levar uma lembrancinha para casa…

9. Taj Mahal, Índia

Ícone do amor e uma das atrações mais visitadas do mundo, o Taj Mahal é mais um na lista dos destinos para visitar antes que acabem ou mudem. O desgaste natural provocado pelo tempo, a poluição do ar e o aumento do nível das águas dos rios podem estar afetando a estrutura do mausoléu, que já apresenta rachaduras.

10. Mar Morto, Israel e Jordânia

Mais um destino turístico em risco é o Mar Morto, parada tradicional em roteiros de viagem por Israel e pela Jordânia. Segundo ambientalistas, o nível lago está diminuindo consideravelmente em razão das mudanças climáticas e do consumo da água pelos países próximos, como Israel, Jordânia e Síria.

⚠️ Lugares que fecharam ou mudaram há pouco tempo

1. Maya Bay, Tailândia

Apesar da repercussão internacional, uma das mais belas praias da Tailândia, Maya Bay, está fechada desde de junho de 208, para que o recife e o ambiente marinho possam se recuperar, pelo menos parcialmente, da destruição causada pelo excesso de turistas.

A praia em si ainda pode ser acessada a pé, o que não será permitido é o acesso à praia através da baía. Assim que a baía reabrir, o número de visitantes será limitado a 2.000 por dia, número que antes chegava facilmente a 4 ou 5 mil, e os barcos serão proibidos de ancorar.

O famoso cenário do filme “A Ilha” entra então para a perigosa lista de hotspots turísticos em risco de extinção.

2. Azure Window, Malta

Um triste exemplo de como pontos turísticos podem sumir de um dia para o outro é o desabamento da Azure Window. Infelizmente, em março de 2017, o grande destaque do país não resistiu aos fortes ventos e ondas e sucumbiu a uma tempestade.

Para tentar evitar a erosão, autoridades maltesas estabeleceram, no ano passado, uma multa de US$ 1,5 mil para quem andasse sobre a rocha. Talvez tenha sido tarde demais.

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