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72h em Florianópolis: o que fazer na capital catarinense

Saiba o que fazer em Florianópolis, com um roteiro de três dias na cidade: passeios, lugares para visitar, praias para conhecer, onde comer e outras dicas!

Florianópolis, carinhosamente chamada de Floripa, possui tantas praias e belezas naturais que possibilitariam semanas de turismo. Em três dias, porém, é possível ter uma noção de porque tantos viajantes são atraídos para essa bela ilha no sul do Brasil. Descubra aqui o que há de melhor para fazer na capital catarinense, em um roteiro de 72 horas.

Dia 1: Centro e Lagoa da Conceição

Para um café da manhã reforçado, um ótimo local no centro é o Padeiro de Sevilha, um dos melhores lugares para comer em Florianópolis. Dali é possível caminhar até o Mercado Público. Datado do século 18, o prédio amarelo de portas verdes possui interessante arquitetura de inspiração lusitana, com dois amplos arcos que levam ao pátio interno, onde delícias típicas, como casquinhas de siri e ostras, podem ser apreciadas. 

Foto: Férias Floripa

O mercado está entre outras duas construções amarelas, o Camelódromo Municipal, um prédio não muito charmoso, mas interessante para compras, e a Casa da Alfândega, também antiga e de estilo açoriano. Enquanto o primeiro oferta todo o tipo de produto provindo da China, o segundo apresenta artesanato local, incluindo cerâmicas produzidas com técnicas portuguesas.

A partir daqui e em 5 minutos de caminhada, você pode chegar à Praça XV de Novembro, espécie de marco-zero da cidade e morada de uma enorme e centenária figueira que protege do sol muitos senhores que ali jogam dominó. Atente no chão para os simpáticos mosaicos de motivos folclóricos.

Na ponta norte da praça, está a Catedral Metropolitana, construção do início do século 20 e que guarda no interior o seu grande destaque: “Fuga para o Egito”, escultura que representa, em tamanho real e madeira entalhada, a passagem bíblica que o nome revela.

 

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O Palácio Cruz e Sousa, na margem oeste da praça, é um antigo casarão de paredes rosadas e arquitetura eclética que mistura o colonial e o neoclassicismo e hoje abriga o Museu Histórico de Santa Catarina, um ótimo passeio para quem gosta de conhecer um pouco mais sobre a história e a cultura local. Já atrás da Catedral encontra-se o Teatro Álvaro de Carvalho, assim batizado em homenagem a um dos primeiros dramaturgos catarinense e que apresenta um impressionante vitral de tema açoriano.

Após uma manhã de pura história, o próximo destino é a Lagoa da Conceição, que pode ser alcançada de carro ou pegando um ônibus no terminal centro (TICEN), localizado em frete ao Mercado Público. Com quase 20 km², a lagoa oferta diversas atrações que incluem admirar a vista a partir dos morros, pegar barcos para regiões isoladas e pouco turísticas como a Costa da Lagoa, e, na Barra da Lagoa, ainda visitar a sede catarinense do Projeto Tamar, iniciativa que visa proteger as tartarugas-marinhas brasileiras.

O projeto chegou à ilha em 2005 e é um sucesso. Fica aberto diariamente e trabalha com preservação e conscientização do público sobre a importância da fauna marinha. O centro de visitante em Florianópolis possui alguns tanques de observação com 4 das 5 espécies de tartarugas que desovam no Brasil e espaço infantil. Um belo passeio para ser feito com as crianças!

 

Foto: Viagens e Caminhos

A região também oferece ótimas praias. Quem deseja se surpreender com a coragem humana, enquanto relaxa na areia de uma praia estonteante e bastante preservada, pode observar surfistas pegando ondas tão grandes que necessitam de auxílio de jet-skis na Praia Mole, uma das melhores praias de Floripa.

Já quem prefere se desafiar vai gostar da Praia da Joaquina e suas dunas, enormes formações que podem ser vistas de diversos locais da cidade e que possibilitam o surf na areia, no modo esquibunda ou até em pranchas de snowboard.

Para finalizar o dia, nada melhor que jantar em um dos diversos restaurantes do centrinho da lagoa e depois curtir a sempre agitada vida noturna do local. Por ali também se destacam os lanches criativos da Dona Fulana, como coxinha de chocolate, barca de açaí e milk-shake de churros.

Dia 2: Praias do norte da ilha

Aproveite o segundo dia para explorar as praias mais famosas e disputadas da cidade, que são as que ficam no norte da ilha. A forma mais fácil de chegar lá é pegando a SC-401, onde está o Café François, perfeita parada para um café da manhã reforçado com sabor francês.

No lado oeste estão as praias Daniela, do Forte e Jurerê Internacional, todas de água azul e mar quase sempre calmo. A primeira é sossegada fora da alta estação, diferente da última que está sempre movimentada devido ao comércio, às milhares de casas e aos famosos beach clubs.

Já a Praia do Forte é mais isolada e recebe esse nome pela Fortaleza de São José da Ponta Grossa, imponente construção do século 18 que servia de proteção para invasões estrangeiras. Não deixe de entrar na casa do comandante: lá dentro há uma exposição de fotos da época que o forte funcionava. A Fortaleza está localizada entre a praia homônima e Jurerê, acessível de carro.

Seguindo para o leste, chega-se a Canasvieiras, uma das maiores e principais praias da região. Cercada por prédios altos e com águas calmas, durante o verão é o destino de muitos turistas (principalmente argentinos), graças aos inúmeros bons hotéis e opções urbanas como shoppings, bares e restaurantes.

Já na península do extremo norte estão Ponta das Canas, Lagoinha do Norte e Praia Brava. A primeira é peculiar por apresentar uma espécie de banco de areia entre duas porções de mar que lhe confere um belo visual.

As outras duas, mesmo que separadas por apenas 3km, possuem mares de características opostas: Lagoinha tem águas calmas que chegam a formar piscinas entre pedras e a Brava ondas violentas que atraem surfistas.

A margem norte dessa última reserva uma enorme pedra que serve como mirante e é uma das extremidades da Trilha do Churão, caminho que cobre a região mais setentrional da península e tem nível médio.

Na porção leste, ficam as praias dos Ingleses e a Santinho. Há oferta de passeios de barco na região e, entre as duas praias, estão enormes dunas com surf na areia. A primeira, bastante extensa, é a praia mais populosa e desenvolvida de Florianópolis, o que garante movimento o ano todo. Santinho é bastante única por abrigar, na sua elevada ponta sul, inscrições rupestres datadas de cerca de cinco mil anos e que ficam ainda mais especiais por estarem envoltas de uma ampla vista da baía.

Foto: Vai viajar, Istepô

No retorno, quase chegando no centro, dá para fazer um pequeno desvio e adentrar o bairro Santo Antônio de Lisboa, um dos mais antigos da cidade, com diversas marcas açorianas e coloniais, como uma igreja barroca do século 18. O distrito também guarda, na beira da calma baía local, famosos restaurantes de comida típica e outros mais sofisticados, como o Rosso.

Super dica Juju na Trip: o pôr do sol de lá é um dos mais bonitos de Floripa.

Dia 3: Praias do sul e Lagoa do Peri

O sul da ilha é mais calmo do que o norte, apresentando diversos recantos estonteantes ainda pouco explorados. A partir do centro, o mais fácil é pegar a Rod. Gov. Aderbal Ramos da Silva e, depois, a SC-405.

Uma das primeiras praias, a Praia do Campeche poderia ser destino para um dia inteiro, com mar quente e trilhas como a do Morro do Lampião. Dali também partem barcos para desbravar a paradisíaca Ilha do Campeche, local sem construções, de natureza intacta e mar singularmente cristalino.

 

Foto: Rodrigo Soldon

Mais ao sul, é possível parar e se maravilhar no Mirante Morro das Pedras antes de chegar à Lagoa do Peri, um oásis cercado por árvores e pouco conhecido entre os turistas. Diferente da Lagoa da Conceição, a água quente e clara é própria para banho e recebe pranchas de stand-up paddle e caiaques para quem deseja percorrer um pouco dos cerca de 5,2 km² de extensão da lagoa.

Entre a lagoa e o mar, está a Praia da Armação, um vilarejo de pescadores que tem mar estilo piscina, clima relaxado e oferece, na porção sul, uma vista magnífica a partir da Ponta das Campanhas.

Vizinha da Armação, a Praia do Matadero é acessível a partir de uma trilha de nível fácil e é quase inabitada, sendo ideal para quem gosta de sossego e ondas grandes. Uma trilha mais puxada liga o Pântano do Sul, minibairro da região sul, à praia da Lagoinha do Leste. Esse é um dos destinos mais adorados pelos nativos e turistas que gostam de aventura e praias desertas, visto que o fim do caminho reserva vistas fantásticas com direito a um mirante natural formado por pedras pontiagudas.

 

Foto: Portal Virtual Floripa

Ainda mais ao sul, a Praia da Solidão, ainda que bastante calma, é mais movimentada que as anteriores, pois conta com uma ou outra pousada e é acessível de carro. Para comer na região, uma das melhores opções são os peixes e frutos do mar no icônico Bar do Arante, localizado no Pântano do Sul e conhecido pelos milhares de bilhetinhos nas paredes deixados pelos visitantes. o bar tem uma varanda com uma vista bonita para o mar, e serve comida típica da região.

Super dica Juju na Trip: dê uma esticadinha até a praia da Armação. É rota da passagem de baleias e se você tiver sorte, dependendo da época do ano, será possível vê-las da terra firme.

Como se locomover e onde se hospedar

Sem dúvida, a forma mais fácil de se locomover é alugando um carro em Florianópolis, por causa das longas distâncias e diversas possíveis paradas. No entanto, também é viável utilizar o transporte público, principalmente os ônibus executivos, mais conhecidos por “amarelinhos”, que cobrem as praias e fazem parte do Consórcio Fênix.

 

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Caso o intuito da visita seja explorar a cidade de norte a sul, os melhores locais para ficar são o centro e a Lagoa da Conceição, mas nada impede que você opte por outros lugares para se hospedar em Florianópolis.

Texto por Iami Gerbase, da Editora O Viajante

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