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Descubra o Rio: 10 lugares diferentes para conhecer na Cidade Maravilhosa

O Rio de Janeiro além de Copacabana, Ipanema, Cristo Redentor e Pão de Açúcar. Descubra lugares diferentes para conhecer na Cidade Maravilhosa e não deixe de conferir as ofertas de passagens aéreas baratas para destinos nacionais em nosso site!

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Texto por Constance Laux, da Editora O Viajante

O calçadão de Copacabana, a praia de Ipanema, o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, os Arcos da Lapa… Todo mundo conhece os principais pontos turísticos do Rio de Janeiro – se não presencialmente, certamente a partir das muitas novelas e filmes gravados em seus espetaculares cenários.

Mas a verdade é que o Rio vai muito além de seus cartões postais: a Cidade Maravilhosa oferece dezenas de programas em meio à natureza e uma grande variedade de atividades culturais. Confira a seguir lugares que, apesar de raramente figurarem nos roteiros dos viajantes, merecem sua visita.

1. Real Gabinete Português da Leitura

Estonteante biblioteca cuja história começou no ano de 1837, quando um grupo de imigrantes portugueses fundou uma instituição para promover a cultura de seu país. O edifício da sede, localizado no centro da cidade, foi construído em 1880.

Foto: Archeology Wikki

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A arquitetura é neomanuelina, inspirada no estilo decorativo que marcou Portugal no século 16, uma época de grande desenvolvimento econômico. Não à toa, as principais características desse estilo são a exuberância das formas com motivos marítimos e elementos que evocam as grandes navegações.

Ao entrar na biblioteca, é difícil não deixar escapar um suspiro. A estrutura metálica interna, a imponente claraboia, o belíssimo candelabro e as infindáveis estantes de livros fazem deste um dos edifícios mais suntuosos do Rio de Janeiro.

2. Museu Internacional de Arte Naïf

Instalado em um casarão no bairro Cosme Velho, esse museu é dedicado à Arte Naïf, uma corrente artística simples, livre de convenções, caracterizada pela ausência de técnica e produzida por artistas sem formação acadêmica.

Foto: Fotos Públicas

Fundado em 1985 pelo mecenas francês Lucien Finkelstein, o museu conta com um acervo que abrange mais de 5 mil pinturas de artistas nacionais e estrangeiros. Obras do século 15 aos dias de hoje registram a história desse estilo artístico no mundo.

3. Ilha Fiscal

Cercada pelas águas da Baía de Guanabara, essa ilha é famosa por ter abrigado a última grande festa da monarquia, em 1889: enquanto a família imperial e a corte se divertiam, militares tramavam o golpe. Seis dias depois, em 15 de novembro, tomaram o poder e instauraram a República Brasileira.

Foto: Halley Pacheco de Oliveira

O castelo neogótico da ilha, cuja construção remete à arquitetura medieval da região de Provença, na França, se destaca na paisagem. São mais de sete mil metros quadrados, antigamente destinados ao uso alfandegário, o que acabou por dar-lhe seu nome – anteriormente, era conhecida como Ilha dos Ratos. Ali, viviam e trabalhavam os funcionários responsáveis por inspecionar as cargas que chegavam em embarcações.

Hoje, a Ilha Fiscal – que, na verdade, é conectada ao continente por um caminho artificial – faz parte do Espaço Cultural da Marinha e pode ser acessado a partir da histórica Praça XV ou da Praça Mauá, recentemente restaurada pelas obras do Porto Maravilha.

4. Instituto Moreira Salles

A antiga residência da família Moreira Salles foi transformada, em 1999, em um dos centros culturais mais bacanas do Rio de Janeiro. Além de apresentar ao público exposições de excelente curadoria, filmes fora do circuito comercial e shows de artistas consagrados, o instituto reúne um vasto acervo de fotografia, música, literatura e iconografia.

Foto: Halley Pacheco de Oliveira

A própria casa, um marco da arquitetura moderna dos anos 1950, já é um grande atrativo. O autêntico palacete moderno foi projetado pelo arquiteto Olavo Redig Campos e os jardins ao seu redor por Roberto Burle Marx, o maior nome do paisagismo brasileiro.

5. Parque das Ruínas

Um dos mais efervescentes salões da Belle Époque carioca e ponto de encontro do Modernismo brasileiro, a residência de Laurinda Santos Lobo, apesar de ter se reduzido a ruínas, segue como um importante centro cultural.

Foto: Olga Novikova

Aos vestígios do Palacete Murtinho Nobre, construído entre 1898 e 1902 e abandonado nos anos 1940, foram integradas estruturas de ferro e vidro, que contrastam com os tijolos originais da construção. O projeto arquitetônico manteve a referência ao passado do lugar, sem apagar a memória histórica do período de abandono.

No espaço acontecem exposições e mostras fotográficas, oficinas de dança e de música, apresentações de teatro e diversos eventos ao ar livre. Além de oferecer programação cultural, o Parque das Ruínas funciona como um mirante: de lá é possível ver o centro, o Pão de Açúcar, os Arcos da Lapa e a Baía de Guanabara. É uma parada obrigatória para quem quer desvendar os mistérios do Rio Antigo.

6. Sítio Roberto Burle Marx

Inserido em uma região de vegetação nativa do Maciço da Pedra Branca, na zona oeste do Rio de Janeiro, esse sítio foi a residência do paisagista Roberto Burle Marx entre 1973 e 1994, ano de sua morte.

Foto: Halley Pacheco de Oliveira

Os mais de 400 mil metros quadrados de área são ideais para quem deseja se aproximar da flora brasileira e descobrir espécies pertencentes a manguezais, à restinga e à mata atlântica. O sítio detém um acervo botânico que inclui cerca de 3.500 espécies cultivadas, com ênfase em plantas tropicais autóctones do Brasil.

7. Pista Cláudio Coutinho

A maioria dos turistas que rumam a Urca, o fazem para tomar o Bondinho em direção a um dos mais famosos cartões-postais da cidade, o Pão de Açúcar. Mas um outro passeio, menos conhecido, guarda vistas espetaculares da Praia Vermelha, do Morro da Urca e do próprio Pão de Açúcar: a Pista Cláudio Coutinho.

Foto: Blog Viagem

Nomeado em homenagem ao ex-treinador da Seleção Brasileira de Futebol, esse trajeto tem 1,25 km de extensão e circunda o Morro da Urca. Inclusive, no meio da pista existe uma trilha para esse morro, para aqueles que tiverem um pouco de disposição e quiserem economizar o dinheiro do Bondinho.

A Pista Cláudio Coutinho é um ótimo lugar para curtir a vista e o contato com a natureza no Rio de Janeiro, graças a sua densa vegetação e animais que cruzam o caminho. Depois do passeio, siga para a mureta da Urca, espaço em frente ao Bar da Urca, popular entre cariocas para curtir o pôr do sol.

8. Forte Duque de Caxias

O Forte de Copacabana, no canto direito da praia de mesmo nome, há tempos entrou no roteiro dos turistas. Do outro lado da praia, no entanto, o Forte Duque de Caxias – mais conhecido como Forte do Leme –, segue sendo uma alternativa pouco explorada para uma bela vista da célebre praia. Desse ponto, é possível ver também o Pão de Açúcar e a Praia Vermelha por um ângulo diferente.

Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

A subida, por uma estradinha de paralelepípedo em meio à mata, apresenta a cada curva uma paisagem mais bonita que a outra. A fortificação se encontra lá em cima desde 1722, quando tinha a função de defender a costa de invasores franceses e holandeses.

A estrutura do prédio que se vê hoje, assim como os pequenos canhões ao longo dos muros, data da última reforma do lugar, na década de 1930.

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9. Feira de São Cristóvão

O Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, popularmente conhecido como Feira de São Cristóvão, é um espaço dedicado a promover a cultura e o comércio de produtos nordestinos – nomeado em homenagem ao importante compositor e cantor popular pernambucano, conhecido como o Rei do Baião. Está instalado em um enorme pavilhão, construído durante o governo Juscelino Kubitschek para abrigar a Exposição Internacional de Indústria e Comércio, posteriormente reformado.

Foto: Rodrigo Soldon

Aqui a cultura nordestina é manifestada nas suas mais diversas formas, com destaque para a música e a culinária. Circulando entre ruas e avenidas que levam o nome dos estados da região, você encontra mais de 700 estandes de produtos típicos e 35 restaurantes com as melhores iguarias regionais.

Dois grandes palcos recebem repentistas que improvisam rimas, grupos de forró que colocam todos na pista para dançar e bandas que trazem ao Rio os sons típicos dessa região do país, como xote, baião, xaxado, arrasta-pé e maracatu.

10. Restinga de Marambaia

Localizada na zona oeste do Rio, nos limites geográficos da cidade, essa restinga oferece uma natureza exuberante, muito diferente das imagens que costumam estar associadas às paisagens cariocas.

Foto: Les Relais de Marambaia

A região, administrada pelo Exército e pela Marinha, faz parte de três municípios, o próprio Rio, Itaguaí e Mangaratiba. Suas praias têm entrada restrita por ser área militar, mas é possível acessá-las pelo mar, de barco ou de stand-up paddle – há vários estabelecimentos em Pedra de Guaratiba que alugam equipamentos e promovem o passeio.

Para completar a programação, almoce num dos muitos restaurantes de frutos do mar, como o popular Bira de Guaratiba, e visite outras belíssimas praias da zona oeste, como a Prainha e Grumari.

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