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Cuidados com o corpo em voos muito longos

Conheça os riscos que estamos sujeitos quando ficamos muito tempo em uma mesma posição... ainda mais a uma altitude elevada.

Se o medo fosse o único problema dos passageiros nos voos longos, na verdade, nem seria um problema se comparado a alguns riscos que estamos sujeitos quando ficamos muito tempo em uma mesma posição. Ainda mais a uma altitude elevada.

Muitos passageiros podem sofrer com náuseas, enjoo, inchaço nas pernas e dor de ouvido, que são causados pela mudanças de umidade, pressão e o nível de oxigênio dentro do avião.

Mas não há motivos para desespero. Com medidas simples, é possível evitar esses males em viagens aéreas de longa duração.

Mas é bom frisar que as pessoas que têm histórico de doenças circulatórias, neurológicas, cardíacas, diabetes ou hipertensão, assim como os idosos, devem redobrar a atenção.

Antes de embarcar, não se esqueça de levar chicletes na bagagem de mão. Mas isso não tem nada a ver com mau hálito.

A goma de mascar serve para deixar os músculos da face mais flexíveis. E para não ter que consumir diversos tabletes, faça movimentos com a mandíbula para tirar o ar da região do ouvido, o que vai diminuir a pressão e o incômodo.

Mas uma das enfermidades de maior gravidade que podem acontecer durante o voo é a trombose. Essa doença é causada pela imobilidade do corpo prolongada, que é quando se está sentado em um ângulo que dificulta a circulação.

Como consequência, as veias ficam entupidas e há o surgimento de coágulos. Quem tem ou já teve câncer, gestantes ou adultos acima dos 40 anos têm mais predisposição à trombose.

Para evitá-la, algumas medidas devem ser adotadas, como a prática de exercícios simples dentro do próprio avião, que podem ser feitos na própria poltrona; como fixar o calcanhar no chão e levantar a ponta do pé. Isso vai contrair a panturrilha, que aperta as veias da região.

A ginástica deve ser feita quantas vezes for possível, acompanhada de alongamentos e mudanças de posição. Caminhar pela aeronave a cada uma hora também é altamente recomendado.

Já os passageiros que têm rinite, otite ou sinusite podem sentir dores no ouvido com a pressão durante a decolagem e aterrissagem.

Além de fazer uso da medicação já prescrita pelo médico, é bom solicitar ao comissário de bordo um protetor auricular, o que irá amenizar consideravelmente os efeitos causados pela subida e descida da aeronave. No caso dos bebês, a ingestão de água também alivia os incômodos no ouvido.

Além disso, as bebidas alcoólicas devem inspirar cuidados, pois, segundo os médicos, uma dose nas alturas equivale a três. E apesar de o consumo ter o efeito triplicado, sua eliminação é mais lenta, o que acentua a embriaguez e pior: pode causar náuseas, tonturas e enjoos.

Mas para quem não abre mão de um traguinho na viagem, o ideal é ingerir, ao mesmo tempo, água mineral para hidratar o corpo.

O ambiente do avião também facilita o surgimento de outros males, causados pela baixa umidade, os tripulantes podem ficar com os lábios, garganta e os olhos ressecados.

Para diminuir essa sensação de aridez nas vias respiratórias, é recomendável tomar bastante líquido para melhorar a circulação do sangue.

Logo, é bom evitar as bebidas gasosas e que tenham cafeína, pois estas retardam a digestão. Já aqueles com maior sensibilidade ao ar seco devem utilizar colírios lubrificantes.