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Conheça o projeto Viaja, Bi!

Saiba mais sobre o projeto Viaja, Bi! e descubra a importância de iniciativas como essa.

Um site com dicas de viagem focadas no público gay. Assim é o Viaja, Bi! que além de ajudar mais pessoas a viajarem, vai ajudar muita gente a superar preconceitos e quebrar barreiras. Saiba mais!

Embora já tenham conquistado alguns direitos, o público LGBT ainda enfrenta muitos obstáculos, sendo o preconceito o maior deles. Com o objetivo de acabar com isso, especialmente entre os viajantes, surgiu o projeto Viaja, Bi!. Como o nome sugere, o blog é totalmente dedicado a homossexuais que querem sair do armário para desbravar o mundo. Inclusive, este é o slogan do site: Um blog fora do armário. Para que você possa conhecer melhor o projeto e entender toda a sua importância, entrevistamos o Rafael Leick, um dos idealizadores do Viaja, Bi! e que comenta com paixão e carinho tudo o que você precisa saber para apoiar a causa. Olha!

1. Rafa, para quem ainda não conhece o Viaja, Bi! o que é e quais os objetivos do projeto?

O Viaja, Bi! é, inicialmente, um blog de viagens focado no público LGBT, com linguagem pessoal, leve e divertida. A ideia é trazer informações relevantes sobre destinos, lugares para curtir à noite, estabelecimentos gay-friendly​, como restaurantes e hotéis. Vamos abordar toda a temática gay relacionada a viagens, desde um destino romântico para curtir a lua-de-mel como um clube de sexo em Berlim. A comunidade LGBT é super diversa e nossa proposta é servir de guia para todos os tipos de gays, lésbicas e afins. Nosso objetivo é ser o site referência para o gay viajante.

2. Como surgiu a ideia?

A ideia surgiu há cerca de 1 ano por conta da dificuldade que eu sempre senti ao tentar entender a comunidade LGBT de cada lugar que eu visito. E essas informações sempre foram difíceis de encontrar, e quando eu encontrava algo, estava tudo mal escrito, com informações difusas, não muito claras e quase sempre relacionado a sites com conteúdo sexual. As informações sobre o mundo gay normalmente ficam muito restritas. E eu queria que a comunidade tivesse um espaço visível, fora do armário, onde todos pudessem encontrar as melhores dicas pra uma viagem romântica no trabalho sem ter que esconder os banners de caras seminus. Convidei mais 3 blogueiros pra fazer parte do projeto comigo e esse ano resolvemos tirar o Viaja, Bi! do armário.

3. Quais blogueiros trabalham com o site?

Junto comigo nesse projeto estão 3 outros “blogayros”, como estamos nos denominando. O Fábio Pastorello e o casal Eloah Cristina e Amanda Fernandes. Dessa maneira conseguimos transmitir um pouquinho da diversidade dos LGBT pros nossos leitores, tendo visão gay, lésbica, de solteiros, de casadas e mais um monte de características. Além do Viaja, Bi!, cada blogayro tem outros projetos pessoais. O Fabio toca o blog Viagens Cinematográficas, as meninas tem o Marola com Carambola e o Conexão Fotográfica e eu cuido do The Way Travel e do ExploraSampa.

4. Até agora, como foi a receptividade do público?

A receptividade foi surpreendentemente positiva. Achamos que era um projeto que daria certo, mas o impacto inicial foi muito melhor do que esperávamos. Tivemos apoio massivo da comunidade blogueira de viagens, que compartilhou nosso lançamento em suas redes sociais e ficamos muito contentes com isso. Eu e o Fabio fazemos parte da RBBV (Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem) e lá o tópico do lançamento do blog foi comentado por vários dias com mensagens de apoio dos membros.

Além disso, a comunidade gay recebeu bem, o que já era de se esperar, mas muitos héteros se interessaram pela proposta e divulgaram pros amigos. Em duas semanas de lançamento, passamos de 800 fãs no Facebook, de maneira orgânica. Muitos mandaram mensagens pra gente contando as suas histórias de saída do armário, dizendo que se emocionaram com as nossas (achamos importante sair de novo do armário junto com o blog). E ainda recebemos pedidos de parceria de blogs gays e agências de viagem LGBT. Agora estamos estudando os caminhos que o blog vai seguir nesse sentido.

5. É possível colaborar de outra maneira, além de acompanhar e comentar as postagens?

A principal maneira de participar é usar a hashtag #viajabi nas fotos de viagem no Instagram, por exemplo, e a foto aparece numa área da nossa Fan Page. Temos outras ideias, mas que ainda não colocamos em prática, como, por exemplo, a participação de leitores contando suas histórias de viagem. Por enquanto, teremos alguns colaboradores mais fixos, como o jornalista Emerson Lisboa. Mas a ideia é que à medida que o projeto for crescendo, mais gente colabore com histórias.

6. Para o público LGBT, qual a importância de projetos como esses?

Qualquer projeto que exponha a causa LGBT, mesmo que não de maneira política ou levantando bandeira, ajuda o assunto a estar mais em pauta. E isso dá visibilidade à comunidade gay. E só tendo contato maior, vendo que não é um bicho de sete cabeças que as pessoas começam a perceber que ser gay não é nada anormal. Que a pessoa tem uma identidade de gênero diferente, mas que o que faz dela uma pessoa boa ou ruim não é isso, e sim o caráter, a personalidade. Desmistifica, sabe? E aos poucos, iniciativas assim vêm aparecendo e eu acho extremamente positivo. Os meninos do canal de humor “Põe na Roda”, por exemplo, não levantam bandeira, mas proporcionaram uma coisa muito legal, que é fazer os héteros rirem, compartilharem e entenderem mais da nossa realidade. E isso é muito bom, que os gays se sintam representados por bons exemplos.

Muita gente me pergunta o que diferencia uma viagem normal de uma viagem gay. Na prática, não muita coisa. Mas se você pensar que quando pesquisa sobre um destino, dificilmente vai encontrar facilmente os lugares pra sair à noite ou um hotel que entenda que quer dormir na mesma cama do seu namorado(a) sem ter que passar por constrangimento, ou saber em quais países da sua lista de viagens a fazer, vai poder sair de mãos dadas na rua sem problemas, aí você descobre a importância do projeto e entende a diferença menos óbvia entre os dois tipos de viagem.

7. E para o público que ainda rejeita este tipo de iniciativa, o que vocês diriam?

Procurem enxergar as pessoas com olhos nus, livres de preconceitos. Procurem tratar as pessoas como indivíduos, sem generalizar. Cada ser é diferente do outro. E a sexualidade é só mais uma das suas características natas. Meus pais sempre me ensinaram a me colocar no lugar do outro, o que acho que pouca gente faz de fato. Minha dica é treinar isso constantemente até você não pensar mais pra fazer. Só assim acho que vai haver mais respeito com o outro, com o diferente. E amar ao próximo é a base de quase todas as religiões, certo? Mas vejo pouca gente pondo em prática. E o “amor fundamentalista” de alguns políticos não é amor. Vale repensar no que você acredita e não no que te dizem pra acreditar.

8. Deixe seu convite para o pessoal acompanhar a iniciativa 🙂

Bi’s (e não bi’s), espero vocês lá no Viaja, Bi! pra acompanhar as melhores dicas de viagem, saber os melhores points pra ir e tomar coragem pra sair do armário da sua cidade pra conhecer o mundo. A gente promete muita diversão, porque viajar é isso, né? Vai lá, viaja, bi!

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