Acordos comerciais conectam companhias aéreas, ampliam destinos e influenciam bagagem, tarifas e comodidades.
Os acordos comerciais das companhias aéreas passam despercebidos pela maioria dos viajantes, mas ajudam a ampliar rotas, conexões e comodidades de viagem. Entenda como funcionam as parcerias interline, codeshare, joint venture e alianças aéreas.
Por que as companhias aéreas fazem acordos?
O principal motivo desses acordos comerciais é ampliar a malha aérea, sem ter que necessariamente operar todos os voos até o destino final, possibilitando que os clientes tenham mais destinos à disposição. A partir das parcerias, as empresas também conseguem oferecer maior comodidade e praticidade aos viajantes como:
encontrar voos para destinos distantes em uma mesma busca aqui no Skyscanner;
fazer check-in e despachar bagagem apenas uma vez, mesmo com voos operados por diferentes companhias aéreas;
pagar, em uma mesma passagem, todas as tarifas de embarque.
Embora tenham objetivos parecidos, os acordos comerciais das companhias aéreas seguem lógicas diferentes. Na prática, muitas dessas diferenças podem passar despercebidas pelos viajantes. A seguir, explicamos o essencial para entender como funcionam essas parcerias e de que forma elas influenciam sua viagem.

Interline: o que é?
O mais básico dos acordos entre companhias aéreas, um contrato interline permite a emissão e venda de bilhetes com voos operados por diferentes companhias ao longo do trajeto. Na prática, você compra a passagem com uma empresa, mas voará com ela e outra ou mais companhias para chegar até o destino final. Nesse caso, você paga um preço por todos os voos da rota e a divisão da receita é feita internamente pelas empresas.
Por ser o mais simples dos acordos comerciais das companhias aéreas, é também o mais comum. Só a GOL tem acordo interline com dezenas de companhias. Isso significa que você consegue comprar voos no próprio site da GOL para destinos operados por outras empresas, e possivelmente apenas o seu primeiro voo será realizado com a companhia aérea brasileira.
Check-in e bagagem em voos interline
Hoje, boa parte dos voos que funcionam dentro de um acordo interline exige check-in apenas no primeiro embarque, assim como a bagagem é despachada uma vez e retirada apenas no destino final.
São raras as exceções em que mais de um check-in é requerido. Geralmente, a informação vem especificada na compra da passagem. Na dúvida, contate a companhia responsável pela emissão do bilhete para confirmar quantas vezes o check-in deverá ser realizado.
Em voos interline, as regras de bagagem costumam ser aplicadas de acordo com a “Most Significant Carrier”, expressão usada para identificar a “companhia mais significativa” da rota. Normalmente, é a responsável pelo primeiro trecho internacional ou pelo trecho mais longo, mas há critérios da IATA que a definem tecnicamente. Sempre confirme essas informações antes de viajar para evitar surpresas na hora do embarque.

Codeshare: o que é?
Por meio de um acordo codeshare, diferentes companhias aéreas trabalham em conjunto e podem comercializar voos operados pelas companhias parceiras. Mas qual a diferença entre codeshare e interline? No codeshare, ainda que exista uma companhia responsável por operar o avião, é como se houvesse um compartilhamento da aeronave: cada companhia aérea tem direito a vender X lugares no voo e ainda codificar os bilhetes de acordo com a sua sigla. Nesse caso, você seguirá os procedimentos de embarque estipulados pela companhia que opera o primeiro trecho da viagem.
Check-in e bagagem em voos codeshare
O check-in deve ser feito com a companhia responsável por operar o voo, conforme designada na sua passagem. No que diz respeito à bagagem, de acordo com a IATA, em voos codeshare geralmente são aplicadas as regras da companhia que vendeu a passagem, salvo quando houver indicação de que valem as regras da empresa que opera o voo.
Em geral, a bagagem é despachada no primeiro embarque e retirada apenas no destino final. Já serviços como bagagem extra e marcação de assento costumam seguir as regras da companhia que vai operar o voo, salvo indicação contrária.

Joint venture: o que é?
Um dos mais estreitos acordos entre companhias aéreas, o joint venture é uma parceria que envolve aprovação governamental e geralmente acontece com companhias de diferentes continentes.
Quando firmam um contrato de joint venture, as companhias aéreas parceiras passam a atuar quase como se fossem uma única empresa. No entanto, cada uma continua sendo uma entidade independente, e todas as decisões estão sujeitas à regulação governamental e a aprovações antitruste. Nessas parcerias, as empresas coordenam tarifas, organizam horários de voos e compartilham receitas em determinadas rotas de forma altamente integrada.
Um exemplo mais recente é a joint venture entre LATAM e Delta, que foi estendida em 2025 para incluir a Argentina, ampliando as conexões entre a América do Sul e a América do Norte.
Check-in e bagagem em voos joint venture
Aqui, valem as mesmas orientações para voos codeshare: as regras de check-in, bagagem e serviços adicionais são, normalmente, aplicadas de acordo com a companhia responsável por operar o voo.

Alianças aéreas: o que são?
As alianças aéreas são um dos formatos mais amplos de cooperação entre companhias aéreas em termos de número de empresas. Trata-se de uma parceria criada para ampliar o alcance e a base de clientes das companhias participantes, que podem estabelecer acordos interline ou codeshare com mais facilidade por já fazerem parte de um mesmo grupo.
Normalmente, as companhias pagam taxas à aliança à qual pertencem e concordam em oferecer benefícios aos passageiros em uma base recíproca. Esses benefícios podem incluir embarque prioritário e acesso a salas VIP.
São três as principais alianças aéreas:
Star Alliance: formada por 25 companhias aéreas, incluindo TAP, United e Lufthansa;
Oneworld: reúne 15 companhias, entre as quais se destacam American Airlines, British Airways e Qatar Airways.
SkyTeam: inclui 18 companhias aéreas, como Aerolíneas Argentinas, Air France, Delta Air Lines, KLM e SAS. A Aeroflot segue com participação suspensa.
Perguntas frequentes sobre acordos comerciais das companhias aéreas
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