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Cidades brasileiras para você se sentir na Europa

Descubra como viajar para a Europa sem sair do país. Veja as sugestões e crie o seu roteiro europeu em terras tupiniquins!

Certamente não foi uma nem duas vezes que, ao visitar determinado destino, você pensou, por um momento, que estivesse em algum cantinho perdido da Europa. Normalmente, essas cidades foram fundadas por imigrantes – alemães, italianos, portugueses, apenas para ficar nas comunidades europeias mais numerosas – e se encontram em regiões serranas, o que contribui para que o friozinho durante o inverno faça você pensar que está no Velho Continente. Confira destinos de norte a sul do Brasil parecem europeus:

1. Garanhuns – PE

Localizada no interior de Pernambuco, a 240 km de Recife, Garanhuns difere e muito do estereótipo nordestino. Conhecida como “A Suíça brasileira” – assim como Campos do Jordão, em São Paulo – a cidade respira ares europeus não só na sua arquitetura, mas em seu cotidiano. As flores que embelezam suas ruas, praças e parques, impecavelmente limpos, convidam para um passeio descompromissado.

 

Foto: A. Júnior

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São paradas imperdíveis o Parque Ruber Van Der Linder, o Parque Euclides Dourado, a Fonte Luminosa da Praça Souto Filho, o Cristo do Magano (ponto mais alto da cidade, a 1.030 m de altura) e o Relógio das Flores. E há ainda o Festival de Inverno de Garanhuns. Sim, um festival com temperaturas que chegam a 5°C, em pleno agreste nordestino.

2. Petrópolis – RJ

Todo imperador que se preza tem uma cidade para chamar de sua. D. Pedro II, que não era bobo nem nada, construiu uma no alto da montanha para fugir do verão carioca e curtir uma brisa mais europeia.

 

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Petrópolis (Petrus+Pólis, a cidade de Pedro) foi inicialmente erguida por braços de colonos alemães. Depois vieram franceses, italianos, ingleses, suíços, entre outros. Com o Imperador, boa parte da alta corte luso-brasileira veio a reboque e fez dela a sua morada de veraneio em luxuosos palacetes inspirados em construções da aristocracia europeia.

A apenas 65 km do Rio de Janeiro, a Cidade Imperial é um destino de valor histórico inestimável. Herdeira de um patrimônio arquitetônico sem igual, tem inúmeras atrações culturais e uma atmosfera germano-tupiniquim singular. Hospeda anualmente uma série de eventos típicos de seus colonos, entre eles a Baunerfest, segunda maior festa alemã do Brasil.

3. Penedo – RJ

A história deste distrito de Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro, é bem singular. Nasceu de uma utopia do finlandês Toivo Uúskallio que, ao receber um “chamado divino” para rumar às terras longínquas do Sul, veio instalar-se no Vale da Paraíba. Em 1929, comprou a Fazenda Penedo e fundou uma comunidade naturalista vegetariana para “viver em harmonia com a natureza tropical”.

 

Foto: Sergio Ziliotti

 

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No meio do caminho entre Rio e São Paulo, a colônia cresceu e recebeu centenas de finlandeses até os anos 40. Muitos permaneceram e com eles seus costumes e tradições. Hoje Penedo é a única colônia finlandesa do Brasil e ir até lá é conhecer um pouco mais sobre essa cultura.

Vilas finlandesas, casas de chocolate caseiro, lojas de artesanato, um cenário com uma Casa do Papai Noel e pousadas charmosas no estilo escandinavo permeiam o centro turístico do local, que acabou descobrindo também sua vocação para o ecoturismo. Afinal, cercada de jardins floridos e belas araucárias, Penedo está aos pés de um dos maiores santuários ecológicos brasileiros: o Pico das Agulhas Negras.

4. Monte Verde – MG

No sul de Minas Gerais, a 1.500 metros de altitude e em meio aos cenários verdes compostos por araucárias centenárias, pinheiros, eucaliptos e trilhas que descortinam belas cachoeiras, Monte Verde é mais um destino brasileiro que exibe influências da Europa.

 

Foto: Redescobrindo

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A região é um distrito da cidade de Camanducaia e, além do clima frio que deixa os termômetros da cidade no negativo, tem uma atmosfera europeia que se intensifica com os casarões em arquitetura ao estilo alpino, herança dos primeiros imigrantes, vindos da Letônia. O paladar também acompanha a viagem, nos restaurantes que reproduzem a gastronomia do “velho mundo”.

5. Holambra – SP

Sim, é isso mesmo. O nome Holambra é uma clara referência ao país holandês e não foi dado à cidade por acaso. Ali, tudo lembra a Holanda. Os moinhos, as flores, as casas coloridas, os passeios de bicicleta, as delícias preparadas à base de queijo…

 

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Colonizada por holandeses após a Segunda Guerra Mundial, a pequena cidade no interior paulistano, distante 130 km da capital, Holambra é a capital nacional das flores, sendo a maior produtora e exportadora do país.

Ao chegar neste pequeno destino turístico do interior de São Paulo, que pode ser conhecido em uma viagem de final de semana saindo da capital paulista, os visitantes podem participar de diferentes eventos e preencher o dia com passeios culturais e tours rurais, realizados nos arredores.

6. Campos do Jordão – SP

Também em São Paulo, Campos do Jordão dispensa apresentações. Conhecida como a “Suíça Brasileira”, em virtude do clima frio e da arquitetura de influência europeia, especialmente suíça e alemã, a cidadezinha é puro charme.

 

Foto: Hotel Vila Inglesa

 

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E não é só a arquitetura que lembra o país europeu. O clima ameno e o verde dos vales fazem com que o visitante se sinta acolhido por paisagens tipicamente europeias. No inverno, o destino fica lotado, mas não perde o seu encanto.

Em razão de o turismo ser sua principal atividade econômica, Campos do Jordão conta com uma infraestrutura ampla e de alta qualidade, como no bairro Vila Capivari, área nobre da cidade, onde estão concentrados bares, restaurantes e lojas. Quem quiser fugir das multidões deve se programar para visitar Campos do Jordão em meses como junho ou agosto, quando o movimento é menos intenso.

7. Morretes – PR

Cercada pelo verde da natureza, a pequena cidade histórica de Morretes, a 70 km de Curitiba, é ideal para um dia de passeio. O centro histórico é composto por casarões e igrejas de arquitetura colonial portuguesa proveniente do século XIX, que enfeitam a cidade, juntamente com as ruas estreitas e de paralelepípedo.

 

Foto: Guilherme Scholz Portela

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A dica gastronômica por aqui é provar o barreado, prato típico do Paraná. Essa iguaria, à base de carne e farinha de mandioca preparadas durante horas em panela de barro, costuma ser acompanhado de arroz e banana.

O passeio mais tradicional é pela Estrada de Ferro Morretes-Curitiba, considerado uma das rotas de trem mais bonitas do Brasil. Durante o trajeto pela Serra do Mar, algumas atrações naturais se destacam, como o cânion Garganta do Diabo e a cachoeira Véu de Noiva.

8. Prudentópolis – PR

A cidade paranaense de Prudentópolis parece ser um pedacinho da Ucrânia arrancado pelos imigrantes ucranianos e trazido para o Brasil, ainda no início do século 20. O visitante pode sentir isso facilmente ao observar alguns costumes dos moradores, como o fato da missa ainda ser rezada no idioma ucraniano na principal igreja da cidade.

 

Foto: Ramon Gusso

Outro detalhe que fará com que o viajante se sinta transportado para a Ucrânia é a venda de souvenires típicos do país, com destaque para as famosas pêssankas (ovos pintados à mão), além da gastronomia inconfundível, com receitas passadas de geração em geração. Os principais pratos típicos são o khrin (conserva de raiz-forte e beterraba), os pierogi (pastéis recheados com batata e nata) e a famosa borscht (sopa de beterraba).

9. Blumenau – SC

Fundada por colonos alemães, a cidade de Blumenau é uma viagem à Alemanha em pleno sul do Brasil – arquitetura, costumes e biótipo dos cidadãos não deixam enganar. Para respirar um pouco dessa atmosfera, basta caminhar pela Rua XV de Novembro e observar as fachadas dos prédios, como a Prefeitura de Blumenau, o Teatro Carlos Gomes e a Catedral de São Paulo Apóstolo.

 

Foto: Marinelson Almeida

E para sacramentar a presença alemã na cidade, é aqui que acontece a maior Oktoberfest do Brasil e a segunda maior do mundo, perdendo apenas para a de Munique. São 17 dias de muitos desfiles, música e, é claro, cervejas.

10. Pomerode – SC

Belas casinhas de madeira em estilo enxaimel, calçadas ajardinadas, ruas hermeticamente organizadas, louros altos falando um idioma esquisito e, muita, muita cerveja! Em nenhum outro lugar do país você vai se sentir tão alemão.

 

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Localizada no Vale Europeu Catarinense, a 30 km de Blumenau, a pequena Pomerode preservou cultura e tradições germânicas a ponto de ser considerada “a cidade mais alemã do Brasil”. Para entender o porquê da classificação, basta caminhar pelas ruas do bairro Testo Alto, onde casinhas charmosas, ateliês e confeitarias resgatam o que há de melhor nos cenários germânicos.

A cidade, além de ser agraciada pela bela paisagem, preserva e valoriza tradições alemãs, que podem ser observadas em manifestações culturais, na música, na dança, na variada gastronomia e até mesmo no sotaque dos moradores – 85% são absolutamente proficientes na língua de Goethe. Digamos, uma ida à Alemanha sem passaporte.

11. Treze Tílias – SC

Colonizada principalmente por austríacos, a cidade Treze Tílias foi construída com arquitetura inspirada nas paisagens encontradas na região do Tirol.

 

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As construções com entalhes em madeira, as igrejas e a gastronomia que mantêm vivos alguns costumes deixados pelos imigrantes que fundaram o município fazem com que o lugar seja conhecido como o mais austríaco do Brasil. Seu nome vem da presença da tília, árvore típica do Hemisfério Norte, responsável por dar o toque final ao charme da paisagem.

12. Gramado – RS

Cercada por muitas hortênsias e grandes araucárias, e com as montanhas e a vegetação exuberante da Serra Gaúcha ao fundo, a charmosa Gramado, situada a cerca de 120 km de Porto Alegre, transporta os seus visitantes para uma viagem pela Europa.

 

Foto: Um pouquinho de cada lugar

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Além do clima frio típico de serra, com as temperaturas abaixo de zero e até geadas que deixam as ruas e a vegetação esbranquiçadas no auge do inverno, as construções exibem uma bela arquitetura ao estilo bávaro que se espalham por grande parte da cidade – um dos motivos para conhecer Gramado e se encantar com a região.

Colonizada por imigrantes alemães e italianos, a cidade herdou influências europeias que podem ser percebidas não só nas fachadas, mas também na gastronomia dos sofisticados restaurantes que espantam o frio com deliciosas sequências de fondue.

13. Bento Gonçalves – RS

Se as fotos dos vinhedos na Toscana fazem você suspirar, saiba que Bento Gonçalves e as cidades próximas, especialmente as que fazem parte do Vale dos Vinhedos, também são capazes de conquistar o seu coração.

 

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As vinícolas, os prédios históricos, as casinhas no meio do nada e atrações como o Caminho das Pedras fazem deste pedacinho da serra gaúcha um lugar com ares predominantemente europeus. A influência dos povos que colonizaram a região, principalmente os italianos, é a maior responsável por roteiros gastronômicos e culturais que dão um gostinho do que é visitar a Itália e outras localidades europeias.

Texto por Priscila Yamany e O Viajante (colaboração de Carolina Caio, Daniel Marinho, José Jayme e Natália Leme).

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